benchmark financeiro

Descubra o que é um benchmark financeiro!

6 minutos para ler

Com certeza, você deve ter algum smartphone. Sabia que ele e outros dispositivos são constantemente expostos a testes de benchmark? Por mais equivalentes que sejam determinados modelos de smartphones, os testes possibilitam um comparativo preciso e específico.

Desse modo, nós, usuários, podemos saber qual produto oferece a melhor câmera, autonomia etc. No fim, cada consumidor faz a sua escolha com base em parâmetros técnicos, e não apenas em opiniões, naturalmente enviesadas.

Essa mesma ideia também está presente no mundo dos investimentos por meio do chamado benchmark financeiro.

Se você ficou curioso sobre o assunto, continue a leitura para se inteirar sobre essa importante terminologia do mercado financeiro!

O que é benchmark financeiro?

Os ativos também são submetidos a testes de desempenho e comparados entre si. Os dados coletados pelos testes geram os índices de referência que acompanham cada ativo, e esses índices são os benchmarks financeiros.

É importante salientar que os benchmarks são úteis por várias razões, principalmente em se tratando do desempenho de uma carteira de investimentos. Já pensou em configurar a sua carteira com base nos índices referenciais proporcionados por eles? As melhores escolhas financeiras também dependem de comparações.

Quais são os principais benchmarks do mercado?

Entre os ativos de renda variável, o maior destaque fica com os índices das principais bolsas de valores do mundo. No Brasil, nós temos o índice Bovespa. Nas bolsas de Nova York, Tóquio e Xangai, os principais índices são o Nyse Composite, o Nikkei 225 e o SSE 180, respectivamente.

Já os ativos de renda fixa são os indicadores CDI, IGP-M, IPCA, Selic e o menos conhecido Ptax. Na sequência, você saberá um pouco mais sobre todos eles.

Quais utilizar em investimentos de renda fixa?

Você pode utilizar praticamente todos os índices mencionados acima, pois eles simbolizam referências distintas, ou seja um benchmark financeiro diferente. Talvez, outra pergunta que surja nesse momento tenha relação com a forma de usar esses índices.

Entenda que, conforme você aprofunda a sua análise fundamentalista do mercado, começa a entender melhor as variações de todos esses índices. É assim que as coisas começam a fazer mais sentido, inclusive para quem não é especializado em economia.

Nessa ocasião, preocupe-se em conhecer um resumo sobre o que cada um desses índices representa.

Taxa Selic

Se você já acompanha o noticiário econômico há algum tempo, certamente, está familiarizado com a taxa Selic. Como se sabe, essa é a denominada taxa básica de juros da economia brasileira. Mas por que ela exerce esse papel de importância?

Caso você ainda não tenha lido algo acerca disso, saiba que as instituições bancárias realizam transações diárias entre elas. Entre os papéis usados nas negociações, estão os títulos emitidos pelo governo. Esses títulos públicos são taxados justamente pela Selic.

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Se a Selic é a taxa vinculada aos títulos públicos negociados pelos bancos, os papéis privados ficam atrelados ao CDI. O índice CDI é a referência utilizada pelas instituições bancárias na hora de calcular os juros dos investimentos disponibilizados ao público.

Observe que o CDB ou uma LC, por exemplo, oferecem uma rentabilidade atrelada ao CDI. Geralmente, os investimentos mais rentáveis são os ativos com rentabilidade superior a 100% do CDI.

Ptax

Essa taxa é aplicada nas operações de mudança cambial entre o real e o dólar. Como os fundos cambiais lidam com a oscilação do preço das moedas envolvidas, o referencial deve apontar para essa variação.

A Ptax é embasada na cotação diária do dólar negociado à vista. Para isso, o Banco Central verifica a variação do preço em 4 períodos específicos do dia. Dessa forma, o órgão obtém a taxa média.

IPCA e IGP-M

Esses dois índices também são bem conhecidos pela população brasileira. Afinal, são eles os principais indicadores que determinam qual é o estado recente da inflação. Em termos de investimentos, a inflação é usada para constatar qual foi o real desempenho dos ativos que receberam a aplicação.

Afinal, a inflação é a primeira responsável, financeiramente, pela diminuição do poder de compra dos consumidores. Baixa ou alta, a inflação sempre é um importante parâmetro na hora de analisar os resultados investidos.

Qual é a relação entre os benchmarks e os fundos de investimentos?

Para aqueles investidores mais ambientados ao universo particular dos fundos de investimentos, talvez o termo benchmark seja razoavelmente comum. Se você verificar um fundo quantitativo de qualidade, por exemplo, perceberá que ele é embasado em benchmarks sérios.

A lógica dos fundos de investimento é direta e simples: proporcionar uma rentabilidade acima dos benchmarks. Nesse cenário, os participantes dos fundos teriam as melhores alternativas do mercado. Além disso, os fundos usam os resultados comparativos dos benchmarks para demonstrar, aos seus investidores, que eles estão no lugar certo e na hora certa.

Em relação aos fundos multimercados e a todos aqueles que operam com ativos de renda fixa, o principal indicador referencial é o CDI. Naturalmente, os ativos de renda variável priorizam os índices das bolsas de valores. Enquanto isso, o índice de referência dos fundos cambiais sempre será a oscilação da valorização ou desvalorização das moedas em questão.

Cabe, ainda, observar que existem fundos de renda fixa que oferecem taxa prefixada com base no vínculo dos títulos aos índices de inflação (IPCA ou IGP-M). O intuito é aumentar a diversificação das carteiras de investimentos, o que atrai um público de investidores mais amplo.

Quais as principais cautelas?

De fato, o benchmark financeiro é uma forma muito útil para se comparar desempenhos de ativos ou carteiras de investimentos. Contudo, é importante tomar muito cuidado com relação aos índices de renda variável.

Como o próprio nome já diz, trata-se de um investimento impulsionado pelas oscilações do mercado. O problema é que essas movimentações podem confundir a interpretação dos dados. O segredo, nessas situações, está em saber interpretar o mercado como um todo.

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