Bull Market e Bear Market: o que são e quais as diferenças entre eles?

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A renda variável alterna períodos de altos e baixos. Essas alterações se repetem ao longo da história e impactam a bolsa de valores de formas diferentes. Por isso, conhecer os conceitos de Bull Market e Bear Market e saber o que fazer em cada cenário é fundamental.

Afinal, eles representam as tendências do mercado, retratam o estado da economia no curto prazo e o emocional de quem investe em ações. E se preparar para cada um destes movimentos pode ser decisivo para o investidor que deseja fazer bons investimentos no mercado.

Que tal saber mais sobre o assunto? Continue a leitura para entender o que são Bull Market e Bear Market e saiba como aproveitar cada cenário na hora de investir!

O que é Bull Market?

Quando o mercado de ações está em alta, ele é chamado de Bull Market (ou mercado do touro). Isso significa que o momento econômico é bom e otimista. A expectativa, nesse caso, é que o preço das ações suba – o que pode representar possibilidades de ganhos maiores para o investidor.

Outra expressão bastante comum é “bullish”, que significa que o mercado está como um touro. Ou seja, está em ascensão. O motivo para a escolha desse nome é que esse animal ataca suas presas com os chifres, com movimentos de baixo para cima.

Em geral, o Bull Market está relacionado a situações como:

  • elevação do PIB;
  • queda dos juros;
  • redução da inflação e da taxa de desemprego;
  • aumento da lucratividade das empresas negociadas em bolsa.

O que é Bear Market?

Já o Bear Market (ou mercado do urso) é a expressão utilizada quando os preços das ações estão em queda na bolsa de valores. Nesse caso, os especialistas estão pessimistas em relação à economia.

Aqui, o adjetivo utilizado é “bearish”. Se o mercado está “como um urso”, significa que estamos em um momento econômico menos favorável. Isso pode resultar em altas taxas de desemprego, inflação alta ou algum setor do mercado em baixa, por exemplo.

Ao contrário do touro, os ursos atacam suas presas com as garras, de cima para baixo. Os cenários que favorecem o Bear Market são:

  • redução do PIB;
  • aumento da inflação e da taxa de juros;
  • endividamento do setor industrial;
  • crises econômicas (internas e externas).

Bull Market x Bear Market: quais são as diferenças?

Como você pode perceber, existem diferenças entre o Bull e o Bear Market. E, se você investe em ações ou deseja se aproximar do mercado de renda variável, vale a pena conhecê-las.

O Bull Market funciona de acordo com a lei da oferta e procura. Quando o mercado está otimista e em ascensão, mais pessoas buscam investir na renda variável. Isso faz com que o preço das ações suba.

Quem estuda o mercado e identifica o Bull Market antes que ele aconteça, tem a oportunidade de comprar ações mais baratas. Depois, no momento de alta, o mesmo investidor pode lucrar com a venda dos papéis.

Já no caso do Bear Market, o fato de o mercado passar por um cenário pessimista faz com que mais pessoas queiram vender suas ações – no chamado efeito manada. Isso acontece quando elas não acreditam na recuperação das empresas e querem evitar maiores (ou possíveis) prejuízos.

Com isso, o preço dos papéis cai. Quem prefere comprar no momento de baixa corre o risco de ter que esperar muito tempo para que o investimento gere lucros. Afinal, é difícil prever quanto tempo vai durar a queda nos preços.

assine a nossa newsletterQuais os impactos de ambos no mercado de ações?

Quem está começando a investir tende a se desesperar um pouco mais com as oscilações do mercado. Mesmo investidores com alguma experiência na renda variável – e que estejam buscando diversificar a carteira para aumentar a rentabilidade – podem se assustar com a instabilidade da economia.

No entanto, quem deseja investir em ações precisa saber analisar as tendências do mercado para encontrar boas oportunidades em qualquer cenário.

Como o investidor costuma agir?

Quando a demanda aumenta e o preço sobe, como acontece no Bull Market, quem já tem ações pode aproveitar que os ativos valorizaram para vendê-los e conseguir um bom lucro.

Por outro lado, em cenários mais baixistas, é preciso manter a calma e não se desfazer dos papéis enquanto eles estejam desvalorizados. Aqueles que entendem que a oscilação existe podem, inclusive, aproveitar o Bear Market para incrementar sua carteira de ações.

No momento em que o mercado tende para o Bear Market, portanto, é importante que o investidor controle as suas emoções. Quando o pessimismo, o medo e a ansiedade dominam, a sensação de pânico generalizada pode ampliar os prejuízos.

Por isso, cabe ao investidor decidir se essa é a ocasião certa para seguir o fluxo e vender os ativos. Quem é mais experiente e tem foco no longo prazo tende a manter a estratégia, pois entende que períodos de baixa são normais.

Análises do mercado

Para conhecer melhor o mercado e ter projeções mais consistentes em relação à movimentação da bolsa, existem diversas técnicas que podem ser utilizadas. A análise técnica e a análise fundamentalista, por exemplo, são boas aliadas do investidor.

Depende da preferência de cada um estudar a estrutura financeira ou observar os gráficos de tendência dos ativos escolhidos. Para enxergar visualmente um Bear ou Bull Market, por exemplo, é mais comum que se avalie os gráficos – e, consequentemente – os preços das ações e índices do mercado.

Por outro lado, avaliar os fundamentos da empresa pode ser essencial para investidores de longo prazo encontrarem, no Bear ou no Bull Market, boas oportunidades de compra. Seja qual for sua decisão, é sempre importante manter a calma e o controle sobre seus investimentos para evitar perdas no patrimônio.

Como ficam as oportunidades na bolsa?

Você entendeu até aqui que a economia é cíclica. E que é importante aproveitar tanto o Bull Market quanto o Bear Market, pois há oportunidades na bolsa em ambos os cenários.

E, como não é possível prever as mudanças de direção com exatidão, o ideal é manter sua estratégia de investimento de longo prazo e realizar aportes frequentes – sempre com cautela.

No mercado em alta, quem aproveita o início da tendência pode se beneficiar do aumento dos preços das ações. Já a queda nos papéis no curto prazo pode ser interessante para quem ainda acredita nos fundamentos das empresas. Assim, é possível comprar ativos mais baratos, acreditando na valorização futura.

Além disso, diversificar os investimentos é fundamental. Os fundos quantitativos, por exemplo, são boas opções para fazer parte da carteira em qualquer cenário de mercado.

Isso porque, nos fundos quant, algoritmos e programas computacionais analisam o histórico do mercado para identificar padrões, descobrir assimetrias de preços e buscar tomar sempre as melhores decisões de investimento.

Concluindo

Os termos Bull Market e Bear Market descrevem as oscilações na bolsa de valores – em ciclos de altos e baixos. E, se você já investe ou deseja investir na renda variável precisa entender estes conceitos para aproveitar as oportunidades do mercado e diversificar os seus investimentos.

Lembre-se de que o principal objetivo de investidores de longo prazo é obter retornos positivos ao longo do tempo. Portanto, tomar decisões sólidas e baseadas nas melhores oportunidades que o mercado pode lhe oferecer é sempre a melhor opção para alavancar a sua carteira.

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