“Quero investir, mas não sei por onde começar. O que eu faço?”

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Cada vez mais, os brasileiros têm entendido a importância de poupar e investir. Afinal, acumular patrimônio e fazer o dinheiro render permite que você possa alcançar objetivos e realizar sonhos. Mas se você não sabe como começar a investir, não se preocupe!

O acesso ao mercado financeiro tem se tornado mais simples, de forma que é possível encontrar opções de investimentos tão seguras quanto e até mais rentáveis que a poupança. E, se você aceitar correr riscos maiores, pode até buscar por rentabilidades mais atrativas na renda variável.

Pensando nisso, preparamos esse passo a passo – para ajudar qualquer investidor iniciante a dar os primeiros passos nos investimentos.

Então continue com a gente o e confira algumas dicas que podem ser fundamentais para começar a fazer o seu dinheiro render!

1) Defina seus objetivos

Quais são os seus objetivos para o futuro? Se casar? Comprar um carro? Fazer uma viagem? Adquirir um imóvel? Independente do que você deseja alcançar, é importante definir suas metas e estabelecer prazos para cumpri-las.

Se o seu objetivo é ter uma aposentadoria mais tranquila, por exemplo, é importante focar em investimentos de longo prazo. Além disso, é sempre necessário fazer aportes frequentes, o que é fundamental para impulsionar o aumento do patrimônio.

É comum também que os seus objetivos mudem ao longo do tempo. Por isso, você pode sempre fazer alguns ajustes de acordo com as mudanças de prioridades.

2) Conheça seu perfil de investidor

Definir o seu perfil de investidor é tão importante quanto estabelecer seus objetivos. Isso é necessário para identificar a sua tolerância ao risco e permite definir uma margem de diversificação adequada para ter lucros satisfatórios.

Os três perfis de investidor existentes são:

  • conservador: referente aos investidores que não querem correr muitos riscos e priorizam a segurança e a liquidez nos investimentos, mesmo que isso signifique baixa rentabilidade;
  • moderado: são os investidores que gostam de ter segurança, mas estão dispostos a arriscar um pouco mais para ter melhores rentabilidades;
  • arrojado: se refere aos investidores que buscam retornos mais altos e não têm medo de arriscar na hora de investir, mas que ainda assim correm riscos calculados e de acordo com um planejamento prévio.

3) Estude as alternativas disponíveis no mercado

Conhecer as alternativas do mercado é fundamental para identificar as mais adequadas aos seus objetivos e ao seu perfil de investidor. Confira algumas das muitas alternativas disponíveis a quem vai começar a investir.

Renda fixa

Podemos entender a renda fixa como tipos de investimentos no qual a rentabilidade é previsível. Ela é muito utilizada, inclusive, por quem está começando a investir e quer mais segurança nos investimentos – e quem busca por maior segurança em um determinado investimento.

Algumas possibilidades de investimento em renda fixa são:

  • Títulos do Tesouro;
  • Certificados de Depósito Bancário (CDB);
  • Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

Renda variável

Já a renda variável pode ser entendida como uma alternativa de investimento que não possui retornos previsíveis. Portanto, ao investir nessa modalidade, você não sabe exatamente quanto o seu dinheiro renderá ao longo do tempo – ou se, de fato, renderá.

Lembre-se, no entanto, de que pode ser ainda mais arriscado investir na bolsa de valores se você não tem investimentos mais seguros na renda fixa. Afinal, até investidores arrojados precisam ter uma reserva segura para imprevistos.

Entre as opções disponíveis na renda variável, estão:

  • ações;
  • opções (derivativos);
  • fundos de investimento (como fundos de ações e multimercado);
  • fundos de índice (ETF);
  • commodities, etc.

Relação entre risco e retorno

Também é importante entender que cada investimento tem uma expectativa de retorno diferente. Um dos motivos para isso é a relação entre risco e retorno.

De forma geral, quanto maior o risco de um investimento, maior é o retorno esperado. Pense no mercado de ações e nos títulos de renda fixa, por exemplo. É possível obter um retorno maior com as ações, mas o risco também é maior do que as aplicações de renda fixa.

4) Estabeleça uma estratégia

Agora que você já estabeleceu objetivos, definiu o seu perfil de investidor e conheceu algumas opções de investimentos, pode iniciar a sua estratégia. Ela será utilizada para montar a sua carteira de investimentos – e deve ser seguida ao longo do tempo.

É possível combinar produtos de renda fixa com ativos de renda variável, por exemplo, para compor um portfólio que mais combina com as suas necessidades. O importante é que a estratégia direcione o caminho em direção aos seus objetivos.

Nesse estágio, você também pode definir quanto aplicará todos os meses. Fazer um bom planejamento financeiro é essencial para ter resultados mais consistentes.

5) Diversifique a carteira

Diversificar os investimentos é uma maneira de diluir os riscos e otimizar a rentabilidade da carteira. O ideal é considerar o perfil e os objetivos individuais para escolher uma variedade de ativos com diferentes rentabilidades e níveis de risco.

Se você vai montar a sua reserva de emergência, por exemplo, é melhor buscar investimentos com alta liquidez e segurança. Afinal, o dinheiro deve estar disponível no momento em que você precisar utilizá-lo.

Mas se você busca alternativas para o longo prazo, é possível arriscar um pouco mais em busca de maiores rentabilidades — desde que o seu perfil permita. Por isso, todos os fatores abordados aqui estão interligados, e precisam ser considerados na hora de investir.

6) Seja fiel aos seus objetivos e estratégias

Quando as pessoas finalmente começam a investir, é normal que elas fiquem animadas e se esqueçam dos motivos que as levaram a fazer isso. No entanto, você provavelmente só vai alcançar os seus objetivos após se manter fiel às estratégias previamente definidas.

Por mais que os investimentos mais arriscados estejam trazendo retornos muito maiores do que outros, não coloque mais do que você planejou nesses investimentos. Afinal, não é indicado deixar que as oscilações do mercado determinem nossa estratégia.

Lembre-se de que não tomar atitudes por impulso é uma das características principais dos investidores. Então, fuja dessa cilada quando começar a investir e durante todo o seu processo de investimento.

7) Escolha uma instituição para investir

Agora, para começar, de fato, a investir, é necessário abrir uma conta em uma corretora ou em um banco de investimentos. A partir delas, você terá acesso a diversas alternativas de investimento – e poderá escolher aquelas que melhor atendem aos seus objetivos e perfil.

Também é possível investir a partir das gestoras de recursos. Neste caso, você conta com uma plataforma intermediada por alguma instituição financeira, mas que vai permitir investir direto nos fundos da gestora.

Seja qual for o caso, tenha em mente que começar a investir é o primeiro passo para ter uma reserva de emergência e para alcançar objetivos de curto, médio e longo prazo. Essa atitude permite, ainda, que você alcance a sua liberdade financeira!

Então, comece agora mesmo a se preparar e dê um passo importante rumo a um futuro muito mais tranquilo para você e sua família!

Quer aprender mais sobre investimentos e aumentar o seu conhecimento? Acesse o nosso kit de primeiros passos!

Até a próxima!

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