Como se preparar para uma crise financeira? Descubra!

6 minutos para ler

Momentos de instabilidade econômica são comuns no mercado e exigem cautela. Mas como se preparar para uma crise financeira e passar por esses períodos da melhor forma? Organização e planejamento podem ser duas palavras-chave para isso.

É preciso se antecipar e manter o dinheiro e seus investimentos organizados. O objetivo é que não haja desespero em um momento de crise financeira e que você tenha tranquilidade para enfrenta-lo. Inclusive, alguns investidores conseguem até mesmo aproveitar oportunidades no período.

Quer saber mais? Este artigo lhe ajudará a entender como se preparar para uma crise financeira. Aproveite a leitura!

Tenha organização e planejamento financeiro

Administrar as finanças pode ser um grande desafio para muitas pessoas. A tarefa, muitas vezes, parece complicada e maçante. Entretanto, é preciso enxerga-la como uma forma de conduzi-lo em direção à realização dos seus objetivos — e também de passar por momentos de crise.

O planejamento financeiro é baseado em ações e estratégias que ajudam a projetar uma situação futura e definir maneiras de cumprir seus compromissos e objetivos. Para isso, é necessário estimar o volume de seus gastos e receitas, assim como categorizar as despesas.

Ou seja, trata-se de saber como você utiliza seu dinheiro. Assim, é possível começar a organizar o orçamento, identificar a natureza dos gastos, perceber possíveis excessos de consumo e identificar hábitos que podem ser mudados. Procure notar falhas e traçar estratégias para corrigi-las.

Em suma, a combinação entre planejamento e organização financeira permite acompanhar o movimento de suas despesas e receitas. Assim, você pode passar melhor por momentos de crise, pois terá informações contundentes sobre seu orçamento e suas reservas financeiras.

Monte sua reserva de emergência

A reserva financeira é uma ferramenta que proporciona segurança e flexibilidade para seu futuro. O intuito deve ser ter uma quantidade adequada de dinheiro guardado para ser utilizado em custos urgentes e situações não previstas.

Se você está se perguntando qual é a necessidade de ter uma reserva assim, lembre-se de que nem sempre o orçamento mensal é suficiente para os gastos que surgem. O ideal é que nosso custo de vida seja sempre menor do que nossa renda — mas imprevistos também podem acontecer.

A reserva de emergência não deve ser utilizada para custear gastos que, apesar de pontuais, podem ser previstos. Então, ela não serve para pagar a revisão do carro, por exemplo. Demandas assim precisam ser consideradas no seu orçamento mensal ou anual.

Já a reserva deve ficar disponível para problemas imprevistos ou até mesmo situações que afetam suas fontes de renda. É o caso de quem perde o emprego em momentos de crise ou não tem o trabalho afetado e a renda reduzida nesse período.

Pensando nisso, o aconselhado é ter de seis meses a um ano do seu custo de vida na reserva de emergência. Dessa forma, você tem uma margem de segurança para se reequilibrar. Quem pode contar com tal apoio, passa por obstáculos com mais tranquilidade.

Faça investimentos frequentes

Quando a crise financeira chega, pode ser mais difícil fazer investimentos. Em alguns casos, há perda de renda e pode ser necessário recorrer à reserva de emergência. Logo, é comum precisar parar de investir até que as coisas voltem ao normal.

Você também pode se preparar para um cenário como esse. O passo é manter uma estratégia de aportes frequentes quando a renda está normalizada. Preferencialmente, eles devem ser mensais. É uma estratégia para acumular mais dinheiro e impulsionar os resultados no longo prazo.

Portanto, durante a sua organização e o seu planejamento financeiro, é interessante definir um valor mensal para ser investido. Tenha em mente que o aporte funciona como uma conta fixa — que deve ser paga todos os meses, sem a necessidade de esperar sobrar dinheiro ao final do mês.

Os aportes frequentes também ajudam a rebalancear a sua carteira de investimentos, coordenando suas escolhas da maneira como deseja. O rebalanceamento é feito visando manter um portfólio diversificado, que respeite os seus objetivos.

Então, para ter seus investimentos frequentes vale a pena definir objetivos para curto, médio e longo prazo. Eles ajudam a direcionar a sua estratégia de investimento e a manter alguns planos em pauta, mesmo diante de crises.

Guie-se por seu perfil de investidor

O perfil de investidor é uma avaliação de características financeiras que o investidor está disposto a aceitar — como os riscos que ele aceita correr no mercado financeiro. É essencial definir o seu antes de iniciar os investimentos, pois é a partir dele que você direciona seus aportes.

Ao respeitar o perfil, o investidor faz escolhas mais conscientes e reduz as chances de enfrentar riscos maiores do que está disposto. Isso ganha importância na crise, quando os investimentos podem sofrer impacto e você precisa ter clareza dos seus objetivos para lidar com a situação.

Com a queda da bolsa, por exemplo, muitos investidores se desesperam e vendem os seus ativos, realizando prejuízos. No entanto, saber entender o que está acontecendo e lidar com a volatilidade é fundamental para não tomar decisões precipitadas na crise.

Vale reforçar que os investimentos sempre envolvem riscos — maiores ou menores. Logo, eles demandam dos investidores uma postura consciente de suas escolhas. Pensar desse modo é útil para suportar os altos e baixos que podem acontecer no mercado financeiro.

Saiba como se preparar para a crise

Como você está vendo, com um preparo adequado fica mais fácil estar pronto para instabilidades econômicas. Colocar em prática as dicas permite que você tenha margem para manobras — como reduzir gastos diários para passar pelas dificuldades.

Além disso, quem está com as finanças organizadas e não foi tão afetado pela crise pode até mesmo aproveitar eventuais oportunidades que tendem a surgir no mercado. Em especial, na bolsa de valores — quando ativos são negociados a preços menores do que valem.

Durante a crise, é comum que o preço de Ações e Fundos Imobiliários caiam, mesmo que as empresas ou o fundo mantenham qualidade e mostrem potencial de recuperação. Então, o investimento pode ser um bom negócio — se estiver alinhado com o seu perfil e seus objetivos.

E então, suas finanças e investimentos estão preparados para uma próxima crise? Organize-se no dia a dia com as nossas dicas e esteja pronto para enfrentar instabilidades. Agora, você sabe como se preparar para uma crise financeira!

Quer aprender como construir uma carteira anti-crise? Então inscreva-se no nosso mini-curso!

Até a próxima!

diversificar investimentos

Posts relacionados

Deixe um comentário