Diversificação de carteira: como fazer e qual a importância?

7 minutos para ler

A cada dia que passa mais e mais pessoas estão se conscientizando da importância de separar uma parte do dinheiro para garantir a segurança financeira no futuro.

Entretanto, é essencial fazer isso de uma forma que minimize os riscos e aumente a rentabilidade, e o segredo para alcançar esse objetivo está na diversificação da carteira de investimentos.

Quer aprender como diversificar sua carteira de investimentos? Continue a leitura para entender!

O que é a diversificação da carteira de investimentos?

Diversificar a carteira de investimentos envolve colocar dinheiro em mais de uma aplicação financeira. Ou seja, se você aplicar seu dinheiro nas ações de apenas uma empresa, não haverá diversificação.

Por outro lado, se você tiver dinheiro investido em mais de uma empresa, bem como em outros tipos de aplicações, como fundos imobiliários, debêntures, ativos de renda fixa ou moedas estrangeiras, sua carteira estará diversificada pelo fato de conter diversos ativos.

E a verdadeira diversificação acontece quando não há ou há baixa correlação entre os ativos que compõem a sua carteira.

Por que é importante diversificar a carteira?

A importância da diversificação está na seguinte relação: o risco é inversamente proporcional à quantidade de ativos. Isso significa que quanto mais ativos há em sua carteira de investimentos, menor é o risco que você corre.

Para entender melhor, imagine que você tenha uma boa quantia de dinheiro aplicado nas ações de apenas uma empresa. O que acontecerá se um conjunto de fatores provocar a desvalorização desses papéis? Você ficará desesperado, e com razão. Afinal, todo o seu dinheiro estava dependendo da prosperidade de apenas um empreendimento.

Por outro lado, o que aconteceria se seu dinheiro estivesse repartido entre as ações de duas empresas? Se uma delas sofresse desvalorização, apenas metade do seu investimento seria afetado negativamente. Melhor assim, não é mesmo?

Levando o raciocínio a diante, o que aconteceria com a sua carteira de investimentos se ela tivesse ações de dez empresas e uma delas se desvalorizasse? Nesse caso, uma parte bem menor dos seus recursos seria afetada e, ao mesmo tempo, a valorização de outras contribuiria para o equilíbrio das suas aplicações.

Uma vez que cada ativo caminha de forma diferente, ou seja, descorrelacionada, é importante saber tirar proveito disso. Alguns podem valorizar muito, outros nem tanto. Também há aqueles que podem sofrer alguma desvalorização. Contudo, se sua carteira estiver diversificada, o risco estará bem diluído.

Como diversificar uma carteira de investimentos ?

Diversificar investimentos é a melhor forma de reduzir riscos e, ao mesmo tempo, aumentar as chances de ganho.

Para isso você vai precisar conhecer seu perfil de investidor, selecionar ativos diferentes, definir a proporção ideal e acompanhar sempre a carteira.

Conheça seu perfil de investidor

Antes de aplicar seu dinheiro, saiba qual é o seu perfil de investidor. Isso vai ajudar a determinar sua tolerância ao risco, definir os ativos que vão compor a sua carteira e em qual proporção.

Há pessoas que não querem assumir riscos e têm como prioridade preservar os recursos aplicados.

Por outro lado, também há aqueles que toleram algumas perdas e conseguem manter a tranquilidade por ter em mente que eventuais perdas no curto prazo podem ser compensadas com o passar do tempo.

Essa variação no grau de tolerância de risco define um investidor como conservador, moderado ou arrojado.

Selecione ativos de diferentes classes

Depois de descobrir o seu perfil, é possível escolher os tipos de aplicações que vão compor a sua carteira, podendo variar das mais seguras às mais arriscadas, e das menos rentáveis às mais atrativas.

Então para ter uma carteira bem diversificada o primeiro passo é separar os produtos em renda fixa e renda variável. Depois, dentro dessa separação, escolher os produtos que se encaixam nelas.

Por exemplo, é possível colocar na sua divisão de renda fixa produtos como CDB’s, títulos públicos e privados e ainda fundos de investimento de renda fixa.

E, na sua divisão de renda variável, é possível colocar fundos de ações, fundos imobiliários, ações.

Depois disso, você ainda pode diversificar no nível de produto. Por exemplo, investir em diferentes tipos de gestão de fundo mercado, selecionando um fundo multimercado quantitativo e outro discricionário.

Defina a proporção de cada ativo

É importante fazer uma boa análise para definir a proporção ideal de cada investimento e como seus recursos serão alocados.

De acordo com o seu perfil, você vai definir o quanto de risco quer ter na carteira.

Os investidores conservadores são aqueles com pouca tolerância ao risco. São aqueles indivíduos que preferem ativos com pouquíssimas oscilações, mesmo que isso signifique retornos mais amenos no médio e no longo prazo.

diversificacao de carteira - gráfico do perfil conservadorPara esses perfis, investimentos em renda fixa são os mais indicados. Esses investidores podem se expor a uma pequena parcela em renda variável, porém apenas com horizontes de mais longo prazo.

Já os investidores moderados, possuem uma tolerância média ao risco, não se importando tanto com possíveis retornos negativos no curto prazo. São aqueles que gostam de mesclar seus investimentos entre renda fixa e variável.

diversificacao de carteira - gráfico do perfil moderadoPara quem possui esse perfil, o ideal é compor um portfólio que esteja balanceado entre renda fixa e variável, podendo também optar por alguns fundos multimercados.

E os investidores agressivos são aqueles com alta tolerância ao risco. Esses investidores, muitas vezes, já investem diretamente no mercado de renda variável, porém podem optar pelo investimento em fundos de ações e fundos multimercados como uma opção de diversificação.

diversificacao de carteira - gráfico do perfil agressivoPara quem possui esse perfil, o ideal é escolher até três fundos de ações dos quais se identifique com os gestores e as estratégias utilizadas. Entretanto, é aconselhável também possuir pelo menos uma parcela em renda fixa, como forma de equilibrar o risco total de seus investimentos.

Para ver a recomendação completa, acesse o nosso curso mini-curso “Carteira Anti-crise: como construir a sua”, em que tem disponível a carteira recomendada pela SUNO Investimentos.

Acompanhe e rebalanceie sua carteira

Por fim, é recomendável analisar a carteira de vez em quando para verificar se há a necessidade de fazer algum ajuste.

Para manter sua carteira sempre de acordo o seu perfil de investidor e com os seus objetivos é importante de tempos em tempos rebalancear a sua carteira.

Como evitar a falsa diversificação de carteira?

Perceber que seu portfólio não está diversificado como deveria pode ser difícil, porque inúmeros investidores acreditam que é só ter vários ativos na carteira para diversificar, e isso não é verdade.

Investir em um título de renda fixa parecido com outro em termos de liquidez, prazo e risco, por exemplo, é uma forma de fazer uma falsa diversificação de carteira. Do mesmo jeito, que quando você compra ações de empresas do mesmo setor.

A falsa diversificação acontece quando você acha que tem uma carteira variada apenas por ter investido em vários produtos ou ativos. Mas, a verdade é que você está exposto aos mesmos riscos, sem nem perceber.

Então, para evitar essa falsa diversificação, é necessário analisar todos os ativos que estão na sua carteira com cuidado. Buscando sempre informações sobre a volatilidade, a liquidez, a classe dos ativos, entre outros fatores – inclusive o segmento da empresa, caso esteja investindo em ações.

Como este artigo mostrou, a diversificação da carteira de investimentos é algo fundamental para equilibrar rentabilidade e segurança. Vários fatores devem ser levados em conta para tomar boas decisões.

Quer aprender a construir uma carteira bem diversificada? Então acesse o nosso mini-curso!

Até a próxima!

 

Posts relacionados

Deixe um comentário