6 Erros que você não deve cometer ao diversificar seus investimentos

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Diversificar investimentos é uma das melhores formas de alavancar seu patrimônio, diluir riscos e conquistar seus objetivos financeiros. Isso, claro, junto a escolher bons produtos para sua carteira de investimentos — sempre de acordo com seu perfil e metas.

Porém, para atingir os melhores resultados, não é suficiente apenas investir em títulos e ativos diferentes, por exemplo. É necessário ter uma boa estratégia. Nessa hora, evitar os principais erros cometidos por quem deseja diversificar com sucesso pode ajudar.

Conheça neste artigo 6 dos principais enganos que não se deve cometer ao diversificar os investimentos e otimize sua carteira!

1) Não considerar o tripé dos investimentos

Para muitos investidores, os investimentos estão ligados somente à rentabilidade. Contudo, é preciso considerar o tripé, que inclui ainda liquidez e segurança. Assim, ter um valor disponível para saques em curto prazo é muito importante — principalmente no caso da reserva de emergência.

Desse modo, é interessante olhar para a liquidez. Ela representa a facilidade e agilidade de resgate de um investimento. Quanto mais simples for esse processo, maior será a liquidez do produto financeiro.

Em relação à segurança, é válido considerar que arriscar todo o seu patrimônio em busca de rentabilidade aumenta muito seu risco. Assim, a diversificação também envolve ter investimentos seguros, mesmo com rendimentos menores.

O percentual que você investe em ativos líquidos, seguros ou mais arriscados depende do seu perfil. Mas, de todo modo, para equilibrar a carteira, é aconselhável deixar parte dos recursos com um resgate rápido e em segurança.

2) Não observar os fundamentos de Ações e Fundos

Nem todos que investem em Ações conhecem a relevância da análise fundamentalista. Ela se trata, resumidamente, da observação profunda de fatores internos e externos relativos à empresa em que se deseja investir.

Isso inclui analisar:

  • situação financeira;
  • histórico no mercado;
  • desempenho do segmento;
  • projeções para o futuro, etc.

Além de otimizar os resultados, olhar atentamente para os fundamentos da empresa é útil na hora de diversificar investimentos. Isso porque a atitude impede, por exemplo, que o investidor inclua diversas empresas do mesmo setor em sua carteira.

Consequentemente, permite que os produtos presentes em seu portfólio de investimentos se comportem de formas diferentes, diluindo riscos.

O mesmo ocorre com os Fundos de Investimento. Ao avaliar as possibilidades disponíveis no mercado, é imprescindível avaliar questões como o histórico do fundo, gestão, estratégia de investimento, entre outras.

Assim, será possível compor o portfólio com alternativas diversificadas e alinhadas às suas necessidades e tolerância a riscos.

3) Seguir “dicas” de outras pessoas

No mundo dos investimentos, existe o perigo de tomar decisões não embasadas. Em muitos casos, investidores decidem em que ativos investir a partir de dicas de amigos ou conteúdos da internet. Mas essa pode não ser a melhor maneira de diversificar.

Isso porque cada pessoa conta com seus próprios objetivos e perfil de investidor. Dessa maneira, as sugestões de outras pessoas podem não ser úteis para você.

Imagine que seu colega, que costuma ter bons resultados em sua carteira, é um trader. Ou seja, compra e vende Ações na bolsa de valores olhando, principalmente, para os valores dos ativos.

Você, por outro lado, prefere seguir a estratégia de buy and hold. Ela inclui ter os mesmos ativos em sua carteira por um período mais longo e, assim, focar a análise de seus fundamentos.

Nesse sentido, a estratégia de investimento de seu colega não funcionaria para você, certo? Em vista disso, busque conhecer suas necessidades individuais, considerando-as em primeiro lugar para tomar as próprias decisões.

A partir de informações confiáveis, será muito mais fácil compor um portfólio diverso, composto por ativos, produtos e fundos distintos.

4) Ignorar a correlação

Você já ouvir falar da correlação? Ela pode ser uma das grandes responsáveis pela falsa diversificação de sua carteira de investimentos. Esse fator indica o quão similares os produtos de investimentos são entre si.

Para isso, varia de -1 a +1. Quanto mais próximo de +1 o investimento é, mais correlacionadas estão as aplicações. Investimentos semelhantes tendem a se comportar do mesmo modo. Assim, quando um apresenta uma queda, todos podem cair.

O mesmo acontece em períodos de ganho. Por isso, investir em ativos correlacionados não significa diversificar. O ideal é procurar por alternativas com correlação negativa. Por exemplo, a renda fixa e a variável.

Além disso, uma possibilidade para diversificar é por meio dos Fundos Quantitativos. Eles apresentam a tecnologia como fator de tomada de decisões de investimentos. E, por isso, têm baixa correlação com os Fundos de Investimento tradicionais.

5) Concentrar os recursos em Ações

Não é incomum que investidores que se informam mais sobre a renda variável desejem investir em Ações. A depender do perfil e dos objetivos de cada um, essa pode, de fato, ser uma alternativa interessante.

Afinal, ao longo dos anos, a renda fixa tem apresentado rendimentos mais baixos. Por exemplo, no caso da caderneta de poupança e em outros títulos atrelados à Taxa Selic. Nesse sentido, ao buscar por melhores rentabilidades, muitos investidores têm ido para a bolsa.

Contudo, como você já viu no início deste conteúdo, as possibilidades de rendimento não são os únicos fatores importantes quando se fala de uma carteira diversificada. É preciso pensar, ainda, na liquidez e segurança. E, claro, nas suas metas pessoais.

Logo, melhor que concentrar seus aportes em Ações é optar por investimentos diferentes, que podem lhe oferecer rentabilidade, riscos e liquidez diversos.

6) Investir em algo que você não entende

Por fim, um erro central que muitas pessoas cometem ao diversificar seus investimentos é aportar dinheiro em ativos sem entendê-los. Investir em diferentes alternativas é interessante, mas apenas quando você tem informações sobre elas. Do contrário, os riscos são maiores.

Escolher produtos que não se conhece bem aumenta o perigo de tomar decisões equivocadas. Para minimizá-lo, procure avaliar as possibilidades disponíveis no mercado com cautela. E não deixe de considerar os fundos de investimento caso esteja à procura de alternativas que possuem uma gestão profissional.

Com as 6 dicas que viu aqui, vai ser muito mais simples diversificar sua carteira. Então coloque-as em prática e evite cometer erros na hora de montar seu portfólio!

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Até a próxima!

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