Como evitar a falsa diversificação na sua carteira de investimentos?

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Você já deve ter ouvido falar da importância de não colocar todo o seu patrimônio em um mesmo produto. A diversificação de investimentos é uma das principais estratégias usadas por investidores que desejam aumentar seus rendimentos e minimizar o risco das suas aplicações.

Mas você sabia que escolher produtos e ativos diferentes para o seu portfólio nem sempre significa diversificar adequadamente? A falsa diversificação pode fazer com que o investidor tenha muitos ativos com riscos semelhantes – impactando negativamente na carteira de investimentos.

Para ajudar você a não cair nesta armadilha, preparamos este artigo sobre a falsa diversificação de investimentos. Aqui, você entenderá como evitar esse problema e aprenderá a diversificar o portfólio da forma correta.

Confira!

Diversificação de investimentos: o que é?

Se você já tem alguma experiência com investimentos sabe que a exposição a apenas um ou poucos ativos é uma atitude arriscada para qualquer investidor — tanto na renda variável quanto na renda fixa.

Imagine, por exemplo, colocar todo o seu patrimônio em uma ação com bom potencial de crescimento. Agora pense que, em algum momento e por um determinado motivo, este ativo sofreu forte desvalorização. Um cenário como este – dure ele alguns dias ou alguns anos – pode fazer com que você perca bastante dinheiro.

Essa lógica vale até mesmo para o dinheiro que fica parado na sua conta corrente. Se o montante total está alocado em um único banco, você está exposto ao risco de falhas no sistema da instituição, por exemplo.

Se esse problema demorar muito tempo para se resolver, você poderá ter dificuldades para movimentar o seu dinheiro. Também existe o risco de falência da instituição – que levaria o investidor a perder qualquer valor acima de R$ 250 mil (limite protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito) que estivesse disponível na conta corrente.

Percebe o risco de não dividir o capital em diversas aplicações?

Nesse sentido, uma diversificação de investimentos e alocação de recursos adequada é fundamental. Esta é, portanto, uma estratégia que permite ao investidor diluir os riscos da sua carteira – e, eventualmente, potencializar seus resultados ao “não colocar todos os ovos em uma única cesta”.

Você pode, inclusive, considerar ativos da renda fixa e da renda variável nesta diversificação de portfólio. Além disso, é importante que o investidor tenha o cuidado de alocar recursos em empresas e setores diferentes – no caso da renda fixa.

Além disso, com uma carteira diversificada, você pode contemplar seus objetivos de curto, médio e longo prazo – construindo um portfólio mais adequado a cada uma das suas metas pessoais.

Falsa diversificação da carteira de investimentos: o que é e como evitar?

Pode ser difícil perceber que a sua carteira de investimentos não está diversificada. Isso porque muitos investidores acreditam que basta ter diversos ativos na carteira para variá-la – o que não é verdade.

Adquirir um título de renda fixa semelhante a outro em termos de risco, liquidez e prazo, por exemplo, é uma forma de diversificar de maneira equivocada o seu portfólio. O mesmo ocorre, por exemplo, quando você decide comprar ações de empresas do mesmo setor.

A falsa diversificação, portanto, ocorre quando você acredita que tem uma carteira variada apenas por ter investido em diversos produtos ou ativos. Mas, na verdade, está exposto aos mesmos cenários – e aos mesmos riscos – sem nem mesmo perceber.

Para evitar ou corrigir essa falsa diversificação, é importante analisar com atenção todos os ativos que compõem seu portfólio. Busque informações sobre o risco, a liquidez, o prazo do investimento, entre outros fatores – inclusive o segmento da empresa, caso esteja investindo na renda variável.

Afinal, como diversificar os investimentos da maneira correta?

Como você pode perceber, mesmo que você tenha muitos ativos na carteira, é sempre importante lembrar que você ainda pode estar exposto aos mesmos riscos.

Confira então um resumo dos fatores que você deve analisar para ter um portfólio realmente diversificado – evitando, assim, a pulverização de investimentos:

Evite aplicar em ativos semelhantes

Esse é um dos pontos básicos para quem quer evitar uma falsa diversificação. Imagine que você investe em diversos fundos de investimento de renda fixa que acompanham o rendimento da Selic.

Em geral, essa modalidade tem a maior parte do portfólio atrelada a títulos públicos. Assim, neste caso, mesmo que você tenha mais de um fundo do tipo na carteira, a verdade é que estará exposto a carteiras muito semelhantes.

A mesma lógica também vale para ações. Se você investe papéis preferenciais e ordinários da mesma companhia, por exemplo, correrá os mesmos riscos e perceberá as mesmas oscilações.

O mesmo ocorre se você pode comprar papéis de empresas diferentes, mas do mesmo segmento. Neste cenário, qualquer oscilação que ocorrer no setor afetará essas organizações de maneiras semelhantes – e poderá colocar seus investimentos em risco.

Outra dica é não se limitar aos riscos do Brasil. Para isso, considere fazer investimentos atrelados a ativos do exterior – como ETFs.

Considere, portanto, diversificar riscos, rentabilidades, modalidades e vencimentos diferentes. Avaliar seus objetivos antes de escolher pode ser uma opção bastante acertada para montar uma carteira mais sólida.

Conheça os seus objetivos

Você já definiu os seus objetivos de vida? Não basta apenas aplicar o dinheiro sem motivos específicos. É preciso ter metas – e prazos. Algumas pessoas investem com foco na aposentadoria, enquanto outras ainda estão montando a reserva de emergência.

Seja qual for o caso, variar os prazos dos investimentos é outra forma de evitar a falsa diversificação. E, claro, é uma maneira de trabalhar seu dinheiro com maior eficiência – alocando partes deles em ativos e produtos que, de fato, façam sentido para você e para os seus objetivos.

Afinal, se todos os seus investimentos tiverem vencimentos no longo prazo, fica difícil se proteger de um possível imprevisto financeiro, certo?  Da mesma forma, alocar seu capital apenas em investimentos de curto prazo pode fazer você perder oportunidades de lucrar mais com seus aportes.

Evite investimentos correlacionados

Como você já sabe, mesmo seguindo as dicas anteriores, os seus investimentos podem ainda ter uma forte correlação estatística. Esse indicador varia de -1 a 1 – sendo que, quanto mais próximo de 1, maior é a correspondência entre os ativos.

Isso significa que o comportamento deles, neste caso, será muito parecido. Se um ativo sobe 10%, a tendência é que o segundo – correlacionado ao primeiro – também avance na mesma proporção. Já as correlações mais próximas de -1 têm comportamento inverso.

Correlações perfeitas são raras, mas é interessante montar uma carteira de investimentos com diferentes correspondências. É o caso, por exemplo, dos investimentos em ações e os aportes em ouro.

Você também pode fazer isso por meio dos fundos quantitativos, que usam a tecnologia para configurar e balancear seus portfólios. Assim, o investidor tem acesso a uma carteira diversificada – gerida por um investidor profissional – e conta com a tecnologia a seu favor para elevar seus ganhos e montar uma carteira com ativos não-correlacionados.

Diversificação: a melhor estratégia

Seja qual for sua escolha, lembre-se de que ter o cuidado de manter a diversificação correta da sua carteira de investimentos é muito importante. Assim, você faz um manejo de riscos eficiente, mantém um portfólio adequado às suas necessidades e ainda pode ter a chance de melhorar seus rendimentos.

E você, tem feito uma diversificação adequada da sua carteira? Para continuar aprendendo a investir cada vez melhor, inscreva-se no nosso mini-curso gratuito sobre diversificação!

Até a próxima!

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