Confira as principais informações sobre fundo quantitativo!

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Já parou para pensar seriamente no seu futuro? Como você deve imaginar, ele depende da qualidade da sua saúde financeira. Desde que nós façamos as melhores escolhas na hora de aplicarmos nosso dinheiro, a tranquilidade financeira é questão de tempo. Um bom fundo quantitativo, por exemplo, faz toda a diferença.

O nome pode até parecer complicado, mas você sequer precisa ser um investidor experiente para alocar recursos nesse tipo de fundo. Sim, você pode começar a investir já a partir de uma maneira rentável, segura e simplificada.

Quer entender como? Neste guia, você ficará por dentro de tudo o que precisa saber a respeito dos fundos quantitativos!

O que são fundos quantitativos?

Para compreender o que são fundos quantitativos, é preciso relembrar o que são fundos de investimentos. De modo resumido, trata-se do agrupamento de ativos em um único lugar. A ideia é fazer com que o conjunto proporcione segurança, nível de risco e rentabilidade compatíveis com o perfil do investidor. Tudo de forma facilitada.

Para isso, é claro, o fundo de investimento necessita de uma configuração adequada entre os ativos. Não à toa, os fundos são vistos como um jeito fácil de diversificar a carteira de investimentos. Na teoria, é isso mesmo. Na prática, os resultados dependem de alguns fatores, os quais serão levantados ao longo deste guia.

Os fundos quantitativos (ou sistemáticos) são uma espécie de evolução positiva do que convencionalmente conhecemos como fundos de investimentos. Todo fundo é administrado por um gestor, encarregado de configurar e fazer o rebalanceamento da carteira de investimentos. Em um fundo quantitativo, isso não muda. Contudo, o diferencial é que a tecnologia é parte atuante nesse processo de gestão.

Dito isso, um fundo quantitativo é aquele em que as tomadas de decisão são feitas por ou embasadas nas avaliações de algoritmos. Esse é um fundo totalmente amparado em cruzamentos e análises de dados complexos. Nas mãos de um ser humano, por mais experiente e habilidoso que ele seja, tais avaliações seriam inviáveis. Além disso, elas exigiriam um tempo que o ritmo de vida moderno não disponibiliza.

Quais ativos compõem um fundo quantitativo?

Se todo esse processamento de dados estiver presente no fundo, ele já pode ser chamado de quantitativo. Assim, o caráter sistemático da análise pode aparecer tanto em fundos de renda fixa quanto naqueles majoritariamente dedicados à renda variável.

Como os fundos quantitativos funcionam?

Para notar as peculiaridades destes fundos, basta olhar o mercado americano mais atentamente. Por lá, os fundos com metodologia matemática já representam cerca de 30% desse mercado. Aqui é um momento oportuno para explicarmos o funcionamento e as variantes desses fundos.

Fundo quantitativo puro

Uma parcela dos fundos sistemáticos é constituída dos chamados quantitativos puros. Como o próprio nome indica, nos fundos sistemáticos puros, a tecnologia é soberana. Com a ajuda do machine learning, atualmente já é possível que determinados sistemas criem estratégias por conta própria.

De maneira geral, os sistemáticos puros exibem um comportamento totalmente distinto dos demais fundos do mercado. Nesse modelo de quantitativo, cabe ao gestor apenas supervisionar os resultados.

Fundo quantitativo quantamental

O quantamental é um fundo quantitativo intermediário. Isso porque suas estratégias derivam de fundamentos econômicos, devidamente aplicados aos algoritmos pelos especialistas.

Então, é como se um fundo tradicional recebesse um toque especial da abordagem sistemática. O destaque fica por conta da proteção que o fundo adquire contra os períodos de euforia ou pânico. Em outras palavras, o gestor se livra daquelas deliberações pautadas nas emoções — sejam geradas por excesso de otimismo, seja por medo em demasia.

Fundo quantitativo misto

Lá atrás, nós falamos que as decisões dos fundos quantitativos podem ser somente influenciadas pela tecnologia. A razão é exatamente a existência dos quantitativos mistos. Nesse caso, o gestor usa as análises dos algoritmos apenas com o intuito de confirmar sua leitura do mercado. Assim, a tecnologia se torna uma ferramenta de auxílio na tomada de decisão. Portanto, o gestor se ampara na tecnologia para se sentir mais seguro quanto aos rumos da composição de cada fundo.

Vale frisar que todos esses fundos quantitativos propiciam ótimos resultados, principalmente quando associados dentro de uma mesma carteira. Nesses moldes, a diversificação da carteira atinge um grau superelevado, basta encontrar fundos que se complementam satisfatoriamente.

Qual é a frequência de operação?

Somado às categorias de fundos quantitativos, outro ponto que merece sua atenção é a frequência das operações. Esse volume varia de acordo com o tipo e os objetivos específicos de cada fundo.

Alta frequência

Os quantitativos de alta frequência são aqueles fundos caracterizados por um alto volume de operações em intervalos muito curtos. Nós estamos falando das famosas HFTs (high frequency tradings). Para que elas sejam bem-sucedidas, toda a infraestrutura tecnológica que as envolve deve ser de ponta.

Um ótimo exemplo são as operações executadas na bolsa de valores. A fim de que as ordens de compra e venda se concretizem nos preços determinados, o tempo de resposta da ação dos algoritmos deve ser mínimo.

Basicamente, o sucesso depende da qualidade e da proximidade de conexão entre dispositivos e Bolsa. De nada adianta ter uma excelente conexão, por exemplo, se, antes de o sinal ir para a Bolsa, ele se dirigir a um servidor muito distante dela. Nesse meio tempo, a melhor compra ou venda pode ser perdida.

Baixa frequência

Do outro lado, estão os fundos de baixa frequência, caracterizados por operações efetuadas em períodos semanais ou mensais. Entre outros fatores, isso significa que as estratégias adotadas focam o longo prazo. Mais do que isso: elas almejam rendimentos equilibrados e acima da média.

As operações embasadas em HFT objetivam o ganho em arbitragem, ou seja, pelas distorções de preço de um dado ativo. Dito de outra forma, os algoritmos usados são feitos para identificar as melhores regiões de compra e venda — aquelas que sejam mais rentáveis.

O problema desse tipo de estratégia é a manutenção da consistência dos ganhos em períodos de médio e longo prazo. Isso acontece porque não é sempre que o mercado está propício a essa frequência de operação. As diferentes movimentações do preço do ativo exigem o desenvolvimento de planos alternativos pontuais da estratégia, constantemente revisada e alterada.

Novamente, não se trata de haver uma estratégia melhor ou pior. O emprego de uma ou outra está intimamente ligado à filosofia adotada pelo fundo em questão e, evidentemente, aos gestores.

O que são e como funcionam as gestoras quantitativas?

Uma dúvida muito comum que surge entre os investidores se refere ao gerenciamento das denominadas gestoras quantitativas. Afinal, no meio de tanta tecnologia, onde entra o fator humano no dia a dia da gestão das empresas incumbidas de gerir os fundos quantitativos?

Funções primordiais das equipes

Normalmente, as equipes de trabalho dos fundos quantitativos são compostas por programadores que cumprem a tarefa de administrar o fundo via algoritmos. Até qual ponto eles interferem nas resoluções, conforme você já viu, depende de cada fundo sistemático.

De qualquer modo, a principal função desses profissionais reside em criar estratégias que sejam rentáveis e consistentes em um longo prazo. O elemento fundamental é que as etapas sigam as diretrizes determinadas pelo fundo e repassadas aos seus investidores.

Assim, se o fundo adota uma análise fundamentalista, as equipes se debruçarão sobre os balanços de determinadas empresas. Caso o foco maior esteja direcionado à análise técnica, fica em evidência a observação do movimento do ativo por meio de gráficos.

Ambas as abordagens podem ainda ser mescladas. A intenção é utilizar aspectos que favoreçam o desenvolvimento de hipóteses. Conforme o resultado da análise, o analista define quais serão os parâmetros que guiarão o algoritmo. No caso do fundo quantitativo purista, a máquina cria suas próprias estratégias. Mas vale lembrar que isso só ocorre via machine learning.

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A importância do backtest

Por melhor que uma estratégia aparente ser, ela jamais é colocada em funcionamento antes de ser submetida a testes. Mais precisamente, uma prática muito comum é a realização de backtests.

Para tanto, basta selecionar um período anterior do mercado e rodar o algoritmo. Depois, os analistas verificam qual foi o desempenho da estratégia e se as hipóteses se confirmaram.

Com base nas instruções que lhe forem dadas, os algoritmos oferecerão diferentes soluções. A partir daí, é necessário ainda validar o desempenho de cada algoritmo via abordagem científica. Somente depois dessa validação é que ele será levado à operação.

Operações automatizadas e humanas

Ainda quanto às operações dos fundos quantitativos, elas podem ser tanto automatizadas quanto humanas. As primeiras são indispensáveis no cotidiano dos fundos que operam em ritmo acelerado e contínuo. Enquanto isso, existem os fundos em que as operações são efetivadas por pessoas mesmo.

Há também fundos que automatizam apenas parte da operação, deixando a maior quota sob responsabilidade de membros específicos das equipes. No último caso, os profissionais designados para tal atividade avaliam as ordens de execução programadas pelos algoritmos antes de autorizá-las junto à corretora de investimentos. Então, eles agem como se fossem uma espécie de filtro final.

Exame das bases de dados

Também cabe aos analistas observar a qualidade das bases de dados utilizadas. Assim como em outras áreas, o mundo dos investimentos usufrui de uma ampla e variada oferta de redes de informações. Elas derivam de agências de notícias especializadas no mercado financeiro. Só para citar a mais famosa, temos a Bloomberg, que também é notável pela compilação de dados relevantes para a análise dos mais variados mercados.

Ocorre que não basta simplesmente olhar para os conjuntos de dados, análises técnicas e balanços patrimoniais. Em se tratando de investimentos, o passado serve de fonte para projeções há mais de 100 anos. Isso não quer dizer, no entanto, que todas as décadas do período se aplicam a todos os países.

Há que se pensar nas particularidades históricas de cada território. Em alguns países, como Estados Unidos, é frequente o hábito de recorrer ao início do século XX em busca de paralelos com o presente. Ocasionalmente, a crise de 1929 é usada como base de comparação com uma ou outra crise contemporânea.

Acontece que, para fins de análise do mercado brasileiro, não faria muito sentido ir tão longe. Antes do início dos anos 2000, nossa economia era marcada por duas características bem desfavoráveis a qualquer análise apurada: inconsistência de dados e intervenção governamental. Assim, fica fácil perceber por que um backtest remoto traria resultados que não fariam sentido ao propósito da avaliação alvejada.

Estabelecimento de comparativos entre mercados

Finalmente, as equipes das gestoras quantitativas também estão aptas a estabelecer comparativos entre os mercados que tenham semelhanças entre si. Um bom exemplo é a NASDAQ, bolsa com ações de grandes empresas de tecnologia. Como o Brasil não tem um segmento de desenvolvimento tecnológico amplamente consolidado como o dos EUA, não faz sentido usar o índice NASDAQ. Em contrapartida, o índice Dow Jones exibe correlação com nosso Ibovespa, motivo pelo qual é essencial ficar de olho nele.

As gestoras quantitativas elaboram estratégias vencedoras, rentáveis e consistentes principalmente devido à capacidade de montar carteiras com ativos descorrelacionados. Para conquistar esse objetivo, é imprescindível estudar a correlação entre ativos e mercados. Se você ainda não entendeu muito bem o que vem a ser esse efeito correlação e descorrelação, descubra na sequência!

Quais as vantagens de um fundo quantitativo?

Neste ponto, é bem provável que você queira saber, afinal, quais são os grandes benefícios proporcionados por um bom fundo quantitativo. Com base em todos os aspectos explorados ao longo deste guia, sabemos que você já tem em mente algumas dessas vantagens. Vamos explicar as principais delas.

Utilização de um amplo volume de dados

Em primeiro lugar, os fundos quantitativos lidam com uma extensa quantidade de dados, atrelados aos mais distintos ativos. Devido ao elevado investimento em infraestrutura computacional de ponta, as gestoras quantitativas concedem aos seus investidores oportunidades que passariam despercebidas pelo crivo humano.

Vamos fazer uma conta rápida? Imagine o total de indivíduos necessários para ler e interpretar cerca de 10 mil dados de preços. Agora, adicione a missão de correlacionar todos esses dados, a fim de definir quais deles seriam úteis para as dezenas de estratégias criadas. Por fim, tente descobrir qual seria o tempo usado na realização dessas tarefas. Humanamente impossível, não?

Tomadas de decisão isentas de fatores psicológicos

Além da possibilidade de leitura e interpretação de um volume de dados muito superior ao normal, os algoritmos não são pessoas. Logo, eles não sentem fome, medo, raiva, estresse, apreensão, cansaço (físico ou mental), sono, etc. Tampouco agem de maneira impulsiva ou precipitada. Em vez disso, os algoritmos trabalham como um verdadeiro relógio, seguindo à risca toda estratégia operacional definida para aquele ativo, aquele momento, aquela carteira.

Pessoas estão sujeitas a uma série de fatores que comprometem consideravelmente a produtividade e qualidade das tarefas desempenhadas por elas. Nos investimentos, o fator humano pode ser a diferença entre o ganho e a perda. Isso se evidencia substancialmente na hora de investir em ativos de renda variável.

Muita gente perde ótimos retornos financeiros na bolsa de valores por conta de algum desequilíbrio emocional. É aquele caso clássico em que o preço começa a cair, a pessoa entra em pânico e vende seus papéis. Algum tempo depois, ela descobre que o preço não só retomou a posição anterior (na qual ela realizou a venda), como o ultrapassou. Situações como essa costumam ser uma mistura de inabilidade de análise com falta de sangue frio. Os algoritmos oferecem as duas coisas.

Independentemente da volatilidade do mercado, os algoritmos seguirão o plano previamente traçado. As mudanças de rota, quando acontecem, também estão previstas no planejamento e são conduzidas com toda a calma do mundo. Portanto, algoritmos não são contagiados pela euforia do mercado e nem pelo desespero. Eles apenas executam os passos contidos no gerenciamento de risco.

Descorrelação

Quando falamos em correlação entre ativos, estamos nos referindo à relação direta existente entre eles. Tal vínculo é uma tendência, uma vez que, em se tratando de mercado financeiro, não se pode afirmar nada quanto ao seu real movimento seguinte. A bolsa de valores brasileira, a B3, por exemplo, tende a acompanhar a movimentação do índice Dow Jones. Quando Dow Jones sobe ou cai, o nosso Ibovespa fica propenso a repetir o traçado.

Ao investir, você deve visar a máxima descorrelação entre os ativos da sua carteira, pois é essa característica que determina o grau de diversificação dos seus investimentos. Suponha que você tenha ativos que exibam o mesmo comportamento no mercado. Isso significa que qualquer abalo da valorização de um deles se refletirá nos demais. Esse tipo de composição de carteira é vulnerável, já que não garante a verdadeira diversificação.

Diversificação

Para diversificar, é necessário investir em ativos que tenham algum grau de independência de desempenho entre si. Então, você deve assegurar que sua carteira seja constituída de investimentos que, devido a certas especificidades, reagirão de maneira igualmente específica às eventuais mudanças do mercado. Com uma carteira bem diversificada, a desvalorização de alguns ativos será insuficiente para tirar seu sono. Basta rolar para o lado e conferir que a valorização dos demais, na pior das hipóteses, evitou prejuízos — por mais caóticos que sejam os cenários do momento.

Em um fundo quantitativo, é muito mais fácil conquistar a diversificação desejada porque o método de escolha dos ativos já leva em consideração o referido quesito. Ao comparar dois fundos multimercado, sendo um tradicional e outro quantitativo, é bem provável que você observe comportamentos distintos. O resultado é esperado porque a concepção da carteira é diferente.

Tradicional ou quantitativo, o ponto mais decisivo para o sucesso e segurança dos seus recursos financeiros é a qualidade da diversificação dos ativos. Inclusive, é até interessante mesclar um fundo sistemático com outros fundos. O importante é a manutenção de uma carteira realmente diversificada, e não pulverizada (aplicar em diferentes ações, títulos, etc. com o mesmo comportamento). Distribuir seu dinheiro em diferentes ativos sem uma avaliação cuidadosa não surte qualquer efeito positivo para seu portfólio.

Como escolher um fundo quantitativo?

Depois de conferir essas vantagens incríveis proporcionadas pelos fundos quantitativos, certamente você não vê a hora de começar a selecionar o seu, certo? Convém, então, analisar a questão de uma maneira racional. Claro que nenhum de nós tem a frieza calculista de um algoritmo. Mesmo assim, é possível efetuar uma excelente escolha. Observe o que você precisa levar em conta na hora de se decidir pelo seu fundo quantitativo!

Respeite seu perfil de investidor

Antes de mais nada, lembre-se que a regra de ouro dos investimentos também se aplica aos fundos quantitativos. Sim, você precisa conhecer os perfis de investidores e respeitar o seu. A boa notícia é que, caso você seja avesso a altos riscos, os fundos de investimento são uma opção interessante. Isso porque, como nós explicamos, eles são geridos por especialistas do mercado.

Porém, isso não quer dizer que você deve aderir a um fundo com cerca de 80% da carteira direcionada a ações. Também não significa que precisa ignorar os ativos mais rentáveis do mercado. Uma dica são os fundos quantitativos multimercado, sobre os quais falamos brevemente. Com eles, você usufrui de uma diversificação ampla e segura.

Prazo de resgate, risco e rentabilidade

Por fim, vale a pena reforçar os pilares que rondam qualquer investimento: risco, retorno e liquidez, não necessariamente nessa ordem. A ordem, por sinal, é de sua responsabilidade. O ideal é que você invista em ativos que concedam liquidez diária ou mensal, pois nunca se sabe quais serão os próximos imprevistos. Em geral, esse tipo de investimento é voltado à reserva de emergência, e não à multiplicação de capital. Para fazer seu dinheiro render de verdade, você precisa de aplicações certeiras, como os fundos quantitativos.

Conclusão

A tecnologia já demonstrou que pode facilitar nossas compras, comunicação e deslocamentos pelas cidades. Na hora de investir, é a mesma coisa. Os fundos quantitativos são a prova de que a tecnologia é extremamente benéfica no momento de proteger nosso patrimônio e multiplicar nossa rentabilidade.

Neste guia, você conferiu quais são as principais características de um bom fundo quantitativo e por que eles são tão vantajosos, principalmente nos períodos de incerteza do mercado. Agora, só resta descobrir um fundo quantitativo alinhado ao seu perfil, voltado à preservação de capital e com um ótimo resultado histórico!

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Até a próxima!

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