Como investir em fundos de investimento na prática?

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Você já investe ou quer investir, mas sente que ainda falta para saber tudo sobre fundos de investimento?

Embora, hoje, a poupança seja a alternativa mais procurada pelos brasileiros, ela definitivamente não é a mais rentável. Nesse cenário, os fundos entram para diversificar e rentabilizar os seus investimentos. Isso com a tranquilidade de ter um especialista operando para você.

Por isso, vamos explicar:

  • por onde começar
  • como acompanhar seus investimentos
  • com o que compará-los
  • quanto tempo deixar o dinheiro no fundo
  • em que cenários resgatar os investimentos
  • quando é possível resgatá-los

Vamos começar?

Como investir em fundos de investimento?

Uma dúvida muito comum aos investidores iniciantes é: como investir em fundos de investimento?

A resposta não poderia ser mais simples: você só precisa abrir uma conta numa corretora ou em um banco de investimentos. Esse processo pode ser feito online e sem custos de adesão. Então, você só precisa transferir para sua nova conta o valor que deseja investir inicialmente.

Vale lembrar que, quando você entra em uma corretora, responde àquele questionário para definir o seu perfil de investidor. Depois, é só seguir as dicas que te demos e montar sua carteira com os melhores fundos para o seu perfil.

Você pode começar a aplicar em renda fixa, caso ainda não tenha uma reserva de emergência. Se você já tem esse dinheiro, pode começar a correr mais riscos.

As corretoras disponibilizam os regulamentos e lâminas com as informações sobre os fundos. Leia as regras com atenção e, se quiser comprar cotas, é só clicar na opção oferecida pela corretora.

Agora que já vimos como investir em fundos de investimento, vamos entender como é possível acompanhar suas aplicações.

Visto isso, como acompanhar meu investimento?

Quando você entra numa corretora e monta sua carteira, você consegue acompanhar seus investimentos no próprio site ou aplicativo da instituição.

Há outros aplicativos específicos para isso, como o Trademap e o Kinvo, que mostram seus rendimentos.

Você não precisa acompanhar seus resultados todos os dias, afinal, seus investimentos estão sendo geridos por uma equipe de especialistas. De qualquer forma, é possível ter acesso a esses dados sempre que quiser.

Os fundos também disponibilizam relatórios de desempenho para que os cotistas consigam acompanhar o que acontece. Alguns ainda enviam essas informações por e-mail aos cotistas para mantê-los sempre atualizados sobre os resultados obtidos.

Chamada para Aprender a investir em Fundos de InvestimentoPor analogia, como saber se meu fundo está indo bem? Com o que comparo?

Quando falamos sobre taxa de performance, vimos que muitos fundos têm como objetivo superar uma marca.

Uma forma de acompanhar esse tipo de fundo é observar se ele está cumprindo com o objetivo e superando o referencial estabelecido. Para determinar se o fundo está indo bem, é preciso compará-lo a esse referencial, chamado de benchmark.

Lembre-se que quanto mais o fundo supera essa marca, maior será o valor da taxa de performance, embora ela seja cobrada proporcionalmente.

Agora, vamos entender melhor o que é benchmark financeiro para que você não tenha mais dúvidas na hora de analisar a performance de um fundo.

O que é o benchmark?

Entender o que é benchmark financeiro é essencial para avaliar as taxas de performance cobradas pelos fundos. Além de ser importante para acompanhar o desempenho dos seus investimentos.

Em poucas palavras, o benchmark é um indicador que atua como parâmetro de performance mínima de um fundo. Ou seja, é uma a forma de ver se um fundo está tendo bom desempenho ou não.

Cada fundo tem seu benchmark financeiro próprio. Alguns utilizam o CDI como referencial. Outros preferem o Ibovespa como indicador.

Se você quer ter um rendimento acima do CDI, uma boa opção é um fundo multimercado moderado. Agora, se prefere superar o Ibovespa, um fundo de ações de alta performance é uma alternativa.

O benchmark também determina a rentabilidade relativa de um fundo. Ela corresponde à porcentagem que o fundo performou em relação ao benchmark. Já a rentabilidade absoluta corresponde à quanto o fundo rendeu de um período a outro. Quando falamos que um fundo rendeu 2% do CDI, estamos falando em rentabilidade relativa. Se dizemos que o fundo rendeu 10% em 2019, é o caso de rentabilidade absoluta.

Na prática, você consegue avaliar se o fundo está superando o benchmark.

Veja um exemplo:

gráfico indicando o benchmark

Pela imagem, conseguimos acompanhar o desempenho do fundo em relação ao CDI.

Por isso, entender o que é benchmark é importante na hora de analisar e escolher um fundo para investir.

Com isso, por quanto tempo devo deixar meu dinheiro em um fundo de investimento?

Como vimos, o tempo que você deve deixar o dinheiro aplicado varia de fundo para fundo. Também depende dos seus objetivos, do seu perfil e, em alguns casos, do cenário econômico do país.

Primeiro, é preciso considerar se o fundo é de curto, médio ou longo prazo, levando em conta a rentabilidade.

Fundos de longo prazo são mais voltados para a previdência. Nesse caso, não faz sentido resgatar seu dinheiro com rapidez. Já fundos de curto prazo visam rendimentos menores, mas que possam ser resgatados em tempo hábil.

Na hora de decidir quanto tempo você deve deixar o dinheiro em um fundo investido, lembre-se de que cada fundo tem uma regulamentação diferente em relação ao tempo de resgate. As taxas cobradas por resgates feitos antes do prazo ideal podem não valer a pena em relação aos seus rendimentos.

É claro que imprevistos acontecem, mas quanto mais você planeja seus investimentos, menos perigo corre de ser pego de surpresa.

Nesse hiato, em que cenários devo resgatar meu dinheiro em fundos de investimento?

Uma das principais dúvidas dos investidores é sobre quando é recomendado resgatar o dinheiro investido em um fundo. A resposta é: depende.

Primeiro, essa decisão é extremamente pessoal e vai depender das necessidades do investidor.

Talvez você possa ter uma reserva de emergência guardada em um fundo de renda fixa, por exemplo, e precise utilizá-la.

O que vai determinar o momento certo de resgatar o dinheiro é o custo benefício do que você fará com ele.

Como vimos, os fundos têm prazos de retirada pré-estabelecidos e cobram tributos quando o dinheiro é resgatado antes do prazo. Nesse caso, é preciso avaliar se vale a pena pagar essa taxa.

O melhor a fazer é se organizar. Ao se planejar para não descumprir os prazos, não precisa pagar nenhum tributo e nem corre o risco de não conseguir o dinheiro quando precisar. Afinal, há fundos que só depositam o investimento depois de um mês que você solicitou o resgate.

Ao mesmo tempo, se você tem uma carteira diversificada, pode valer a pena resgatar uma parte do dinheiro do fundo que está rendendo menos e aplicar esse capital no fundo que está tendo maior rentabilidade.

Uma outra possibilidade é solicitar o resgate por conta do cenário econômico. Algumas circunstâncias podem oferecer maior risco para determinados fundos. Por isso, para tomar melhores decisões, é importante estar sempre informado sobre o mercado.

Posso resgatar meu dinheiro quando quiser?

Em tese, você pode solicitar o resgate a qualquer momento. Isso não quer dizer que o dinheiro será imediatamente depositado na sua conta. Por isso, é preciso estar atento aos prazos dos fundos.

Quando estiver escolhendo em qual fundo investir, pense se precisará do dinheiro com rapidez depois de solicitar o resgate. Caso sim, você não deve aplicar todos os investimentos em um fundo em que o tempo de resgate é muito longo, como 30 dias.

Existem fundos em que esse prazo é imediato ou de poucos dias. O que é uma opção mais vantajosa para os investidores que precisam resgatar o dinheiro com rapidez.

Como dissemos, dependendo do tipo de fundo, quanto maior o período da aplicação, a tendência é que as alíquotas cobradas diminuam. Por isso, antes de solicitar o resgate do seu investimento, vale avaliar quanto tempo tem sua aplicação e se vale já resgatá-la de acordo com as taxas cobradas.

Agora que você já sabe a parte prática de como investir em fundos, que tal aprofundar seu conhecimento nessa modalidade? Conheça o nosso Guia completo com tudo sobre Fundos de Investimento e descubra como escolher o melhor para você!

Até a próxima!

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