4 das maiores crises econômicas que abalaram as bolsas mundiais

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A economia mundial passa por ciclos de altos e baixos. E os momentos de instabilidade podem trazer diversas consequências – como desemprego, falência de empresas, redução de salários e menores lucros. No entanto, as maiores crises econômicas da história também nos deixam muitos ensinamentos.

Pelo lado positivo, períodos de recessão financeira abrem portas para inovações, capacidade de adaptação e saltos tecnológicos. E, quando as crises passam, elas trazem, além de muita instrução, oportunidades para quem investe.

Continue a leitura para conhecer 4 das maiores crises econômicas que afetaram as bolsas mundiais e descobrir o que é possível aprender com estes momentos de instabilidade no mercado!

Vamos lá?

As maiores crises econômicas mundiais

Os períodos de instabilidade política e econômica dos países ao longo da história são alguns dos motivos que levam as bolsas mundiais a recuarem. Contudo, as crises que abalaram o mundo nem sempre têm semelhanças entre si.

Conheça algumas das maiores crises financeiras mundiais e entenda o contexto que levou cada uma delas a existir – e a chacoalhar a economia e as bolsas de valores ao redor do planeta:

1. 1929: A Grande Depressão

O ritmo de produção dos Estados Unidos estava elevado após a Primeira Guerra Mundial. Enquanto a Europa se reerguia, as exportações americanas diminuíram. Isso fez com que o país acumulasse estoques, resultado na queda dos preços dos produtos.

Em outubro de 1929, esse cenário resultou na queda do preço das ações em negociação na bolsa de valores de Nova York. Isso gerou uma grande onda de desconfiança por parte dos investidores e teve graves consequências na economia mundial.

A recuperação norte-americana começou apenas em 1933, quando o país adotou o plano New Deal – rompendo com a não intervenção do Estado na economia. O controle das produções agrícolas e industriais foi uma das principais medidas tomadas para reerguer o país.

2. 1997: Tigres Asiáticos

Tigres Asiáticos era o nome pelo qual os países do sudeste asiático eram conhecidos. Desde 1960, a economia dessa região tinha um bom desempenho – refletindo o aumento das exportações para a América do Norte, Europa e outras regiões da Ásia.

O aumento dos salários a partir de meados da década de 1990, no entanto, fez a competitividade aumentar: a China, com salários menores, começou a conquistar parte do mercado e as exportações dos países do sudeste da Ásia caíram.

O déficit comercial causou fuga de capital externo – aumentando a especulação e a crise financeira. E, em julho de 1997, os Tigres Asiáticos tiveram que desvalorizar suas moedas.

Em outubro do mesmo ano, veio a oscilação da bolsa de valores de Hong Kong. Como consequência, fábricas fecharam, o desemprego aumentou e, em muitos países, a inflação disparou – afetando a bolsa de diversos países do mundo.

3. 2008: Subprime

A crise de 2008 teve sua base no mercado imobiliário dos Estados Unidos. Em um cenário de oferta de financiamentos sem garantia de pagamento, houve um grande aumento na inadimplência dos financiamentos imobiliários no país. A consequência foi a falência de grandes instituições financeiras.

A instabilidade na bolsa de valores norte-americana refletiu em todo o mundo. No Brasil, diversos circuit breakers afetaram a bolsa – gerando uma queda acumulada superior a 43%. Isso significa que, com as fortes quedas, as negociações foram interrompidas para tentar estabilizar o preço dos ativos.

Medidas provisórias foram tomadas para o mercado se recuperar – como a permissão para que instituições financeiras comprassem participações em bancos menores. A recuperação total dos mercados mundiais, no entanto, só chegou anos depois.

4. 2020: Coronavírus

Entre as maiores crises econômicas que abalaram as bolsas mundiais está a mais recente: a crise do coronavírus. Apenas no mês de março de 2020, a bolsa de valores brasileira teve seis circuit breakers. A retração da economia e o clima de incerteza refletiram em todo o mundo.

A crise do coronavírus veio também acompanhada de um colapso na saúde – o que agravou a situação. E o isolamento social afetou, principalmente, os setores de aviação e turismo. Uma forte queda nos preços do petróleo no mesmo período ajudou a fomentar ainda mais o caos nos mercados mundiais.

A bolsa brasileira teve queda de 42% no mês de março, enquanto outras bolsas pelo mundo também recuaram forte. Mas, apesar de muitas economias ainda sofrerem com os abalos da nova crise, o mercado financeiro já indica alguma recuperação.

assine a nossa newsletterO que as crises econômicas têm a nos ensinar?

As crises econômicas que abalaram as bolsas mundiais também trouxeram ensinamentos e oportunidades para quem investe.

Confira a seguir o que podemos aprender com estes momentos de instabilidade e incertezas – especialmente em relação às finanças e aos investimentos:

Resiliência

Resiliência é fundamental em momentos de instabilidade econômica. Essa característica permite que você consiga se adaptar às mudanças e saiba lidar com os maus momentos. Uma pessoa resiliente é mais racional e consegue pensar em soluções para superar a crise.

Além disso, é importante ser resiliente com os seus orçamentos. Isso permite que suas finanças pessoais se mantenham em ordem mesmo diante de instabilidades e imprevistos. Reduzir gastos mensais fixos, por exemplo, é uma boa forma de poupar e manter o planejamento financeiro.

Do ponto de vista dos investimentos, não se abalar com as oscilações pode ser decisivo para o sucesso ou o fracasso dos seus aportes.

Manutenção da estratégia de investimento

Como você já sabe, é comum que o mercado passe por momentos de crises econômicas. Por isso, o investidor não pode se desesperar e agir de forma diferente do que normalmente faria em períodos de estabilidade.

Impactos na renda fixa acontecem quando ajustes são feitos na taxa Selic, por exemplo – o que pode reduzir a rentabilidade de quem investe nesses produtos. No entanto, a renda variável costuma ser a mais afetada pelas crises econômicas.

A bolsa é muito mais sensível às variações do mercado. Por isso, se você investe em ações pensando no longo prazo, deve seguir o plano e manter suas estratégias de investimento. Afinal, prazos mais longos têm maior probabilidade de resultar em ganhos positivos – apesar das crises.

Além de seguir a sua estratégia, os momentos de crise podem ser interessantes para incrementar a carteira. Como as ações e outros produtos de renda variável estarão, possivelmente, em baixa, pode valer a pena aproveitar a oportunidade para fazer novos investimentos.

Diversificação

As crises nos ensinam a importância de ter uma carteira diversificada. Esse é o fator-chave para o portfólio de qualquer investidor que busca por mais segurança e rentabilidade no longo prazo.

Em momentos de instabilidade, é preciso conhecer novas alternativas e aplicar em diferentes ativos para diluir riscos e ampliar as chances de retorno. A diversificação dos investimentos ajuda, portanto, a equilibrar ganhos e perdas.

Nesse sentido, os fundos quantitativos podem ser boas opções para diversificar a sua carteira. Esses fundos de investimentos operam com algoritmos e programas que analisam o histórico do mercado. Isso ajuda a identificar variações no preço das ações, encontrar padrões e tomar as melhores decisões de investimento – aproveitando eventuais oportunidades que o mercado oferece.

Concluindo

Agora você já sabe por que é importante conhecer as maiores crises econômicas mundiais e o que é possível aprender com elas. Entender a ciclicidade dos mercados é fundamental para evitar a angústia e o medo de lidar com as suas finanças e com seus investimentos – e tomar sempre as melhores decisões.

E lembre-se de que, mesmo em meio às dificuldades desses momentos, grandes oportunidades podem surgir para quem está preparado para identificá-las.

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