Como a diversificação pode melhorar a rentabilidade do investidor?

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Muitos investidores conhecem a importância da diversificação de investimentos para diminuir riscos, mas o que nem todos sabem é que ela é igualmente capaz de melhorar a rentabilidade da carteira.

Algumas pessoas até acreditam que a diversificação pode minimizar os retornos, mas, na verdade, é a ausência dela que pode gerar perdas ou, no mínimo, reduzir ganhos.

Para evitar essa situação, é importante saber como a diversificação atua na rentabilidade. Assim, vai ser possível tomar decisões levando isso em consideração.

Acompanhe a leitura e saiba mais!

O que é a diversificação?

O primeiro passo para compreender como a diversificação pode aumentar a rentabilidade de um portfólio de investimentos é conhecer seu conceito.

É provável que quem está no mundo dos investimentos já tenha ouvido a famosa frase de Harry Markowitz: “não coloque todos os ovos na mesma cesta”. Afinal, se a cesta cai, existe a chance de que todos eles quebrem de uma vez só.

Nesse sentido, diversificar é o ato de distribuir seu patrimônio entre diferentes investimentos, de acordo com seus objetivos financeiros. Isso pode ser feito mesclando escolhas na renda fixa e na variável, por exemplo.

Como a diversificação pode melhorar a rentabilidade?

Agora você já sabe que diversificar vai além de diluir riscos de investimento, mas como essa atitude pode melhorar a rentabilidade na prática?

Uma possibilidade é conseguir aproveitar oportunidades mais arrojadas e com maior potencial de lucro, sem abrir mão da segurança em outra parte da carteira.

Ou seja, além da proteção de não ter todo o seu patrimônio em só um investimento, você terá também novas possibilidades. Afinal, diversificar permite aumentar suas chances de escolher ativos rentáveis.

Pense em alguém que tem 100 mil reais para investir.  Suponha que o perfil do investidor é moderado. Assim, ele tolera alguns riscos.

Uma possibilidade não diversificada seria alocar todo o dinheiro em determinado título de renda fixa. Assim, seus rendimentos estariam limitados aos juros da aplicação.

Por outro lado, em uma possibilidade mais diversificada, ele poderia distribuir o capital de diversas formas. Veja um exemplo:

  • aplicar em um produto com liquidez imediata, visando manter sua reserva de emergência acessível;
  • investir outra quantia em títulos de renda fixa que tenham rendimentos acima da Selic ou CDI (Certificado de Depósito Interbancário);
  • direcionar parte a fundos com gestão quantitativa, que utilizam algoritmos para compor o portfólio e podem entregar baixa correlação;
  • aportar outro montante em Ações ou demais produtos da renda variável — que tenham potencial de maior rentabilidade a longo prazo.

Esse é apenas um exemplo simples de distribuição do montante disponível para investir. Os investidores devem fazer as escolhas personalizadas para seu perfil e objetivos. Mas, no exemplo que trouxemos, você consegue visualizar o que seria distribuir o patrimônio.

Assim, é possível perceber que, no saldo final, as chances de melhorar a rentabilidade podem aumentar quando o investidor diversifica seus investimentos. Afinal, no primeiro cenário ele estaria limitado ao rendimento – e aos riscos – de apenas uma aplicação.

O que é a falsa diversificação?

Saber que a diversificação pode melhorar a rentabilidade não é suficiente, entretanto, para alcançar um resultado positivo. Isso porque existe a chamada falsa diversificação da carteira de investimentos.

Uma maneira de entender o que seria uma diversificação inadequada é por meio do termo correlação.

melhorar rentabilidade - gráficosEsse é o fator que indica o quão semelhante o comportamento entre os produtos de investimento são.

Nesse momento, imagine que você investiu em Ações de três empresas do mesmo setor. Mas, por estarem sujeitas a fatores internos e externos similares, a tendência é que, quando uma se desvalorize, as outras duas também passem pelo mesmo movimento.

Assim, mesmo que você tenha três produtos diferentes em seu portfólio, eles se comportam de maneira parecida.

Isso acontece porque eles têm uma alta correlação positiva. Dessa forma, apresentam uma falsa sensação de diversificação.

Por isso, você deve buscar por produtos que tenham baixa correlação entre si, ou seja, títulos, fundos ou ativos que se comportem de maneiras distintas.

Como evitar a alta correlação?

Como você já viu, a diversificação precisa ser realizada da maneira correta para que ela faça sentido e traga os resultados que o investidor busca.

Então confira dicas para fugir dessa alta correlação e melhorar a rentabilidade do seu portfólio!

Selecione bem os ativos

Ao selecionar os ativos para compor seu portfólio, você deve considerar as características de cada um com atenção. Em especial, ponderando seu perfil de risco e seus objetivos, de modo que o conjunto reflita as suas prioridades no mercado.

Naturalmente, isso trará diversificação de prazos e de liquidez. Contudo, é preciso também pensar na correlação dos investimentos. Ao investir em Ações, por exemplo, busque empresas e setores que se comportem de maneira diferente.

Um outro bom exemplo, é investir em ativos de proteção, como o dólar e o ouro, porque pode ser um caminho para ter correlação negativa. Além disso, ter exposição internacional ajuda a diminuir a vulnerabilidade aos ativos nacionais.

Avalie a correlação dos investimentos

Olhar para a correlação é uma prática fundamental para construir uma carteira diversificada, porque na maioria das vezes apenas julgar a relação entre dois ativos superficialmente pode trazer conclusões erradas.

Aqui em baixo temos um exemplo de como seria uma tabela de correlação entre os principais índices do mercado e um dos fundos da Pandhora Investimentos, para você poder entender melhor como funciona essa análise de correlação.

Afinal, olhar a correlação em qualquer ferramenta de comparação é uma maneira simples e rápida de entender se um produto é descorrelacionado ou não.

Considere investir em Fundos Quantitativos

Quem busca por diversificação deve conhecer também os Fundos Quantitativos. Eles unem o papel do gestor com a tecnologia, utilizando algoritmos para a tomada de decisão dos investimentos.

Essas inovações acompanham o mercado financeiro e trazem mais eficiência para a gestão do fundo. Afinal, os programas conseguem analisar dados em maior volume e com maior rapidez do que uma equipe humana.

Como a tomada de decisões se torna otimizada, os Fundos Quant tendem a ter um comportamento diferente de fundos com gestão tradicional. Assim, podem agregar à sua carteira pela baixa correlação.

Além disso, eles costumam apresentar um portfólio diversificado, considerando ativos variados.

Depois de ler este conteúdo, você viu que diversificar não é apenas mitigar riscos, mas também pode melhorar a rentabilidade da carteira, desde que seja feito de maneira estratégica. Por isso, defina onde deseja chegar com seus investimentos e diversifique!

Para obter ainda mais informações sobre a melhor maneira de diversificar seu portfólio, acesse nosso curso sobre o assunto!

Até a próxima!

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