O que é o prazo de cotização e liquidação de fundos?

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Se você tem uma carteira de investimentos diversificada, é provável que ela tenha cotas de algum Fundo de Investimento. Caso seja preciso resgatar o valor investido, quanto tempo levará para que o dinheiro caia na sua conta? Esse período é variável, e depende do prazo de cotização.

Assim, o resgate depende do tempo necessário para a cotização do dinheiro aplicado. Além disso, ele depende também do prazo de liquidação. Entender esses termos pode ajudar nas suas finanças pessoais, para que você não tenha problemas para alcançar seus objetivos.

Para entender o que são o prazo de liquidação e cotização de um Fundo de Investimento, continue a leitura!

O que é prazo de cotização?

Primeiro, é importante você entender que existe um processo para que seu dinheiro seja realmente aplicado em um fundo. Pense em como essa modalidade de investimento funciona. Suponhamos que você tenha investido R$1 mil em um Fundo de Investimento.

Esses R$1 mil ficam distribuídos em cotas. Por exemplo, se o valor de cada uma é R$100, você tem dez cotas. Além disso, o valor investido é administrado pelo gestor do fundo, que toma decisões referentes à alocação de recursos.

Por isso, todo o dinheiro que você investe precisa ser alocado de acordo com a estratégia do fundo. Essa alocação leva um tempo, que pode ser maior ou menor, dependendo do caso. Em alguns fundos, isso talvez leve um dia; em outros, pode levar muitos dias – ou até semanas.

Da mesma forma, resgatar esse dinheiro também leva um tempo. Por isso, é necessário um prazo para conversão da cota em dinheiro — o chamado prazo de cotização. Assim, quando você solicita o resgate, a gestão do fundo precisa providenciar a conversão.

Com isso, você já está vendo que o prazo de cotização impacta o prazo de resgate. Mas existe outro fator envolvido, que é o prazo de liquidação.

O que é prazo de liquidação?

Assim que o prazo de cotização termina, vem o prazo de liquidação. A liquidação é um processo que tem um aspecto financeiro e outro burocrático. O financeiro envolve o crédito ou o débito em conta — depende se você está resgatando ou aportando.

O aspecto burocrático tem a ver com o registro do ativo no nome do investidor quando ele faz o aporte. Se ele estiver fazendo um resgate, envolve registrar essa informação.

Quando somamos o prazo de cotização com o de liquidação, temos o prazo de resgate. Ele é fundamental para o seu planejamento financeiro, e você deve observá-lo com atenção antes de investir. A seguir, você entenderá melhor por que isso é importante.

Qual é o impacto desses prazos para o investidor?

O prazo de cotização do fundo está diretamente relacionado com a liquidez do investimento. A liquidez se refere à rapidez com a qual você consegue resgatar um dinheiro investido. Se um investimento tem alta liquidez significa que é possível convertê-lo em dinheiro rapidamente.

Talvez você já tenha visto CDBs (Certificados de Depósito Bancário) que possuam liquidez diária. Nesse caso, quando você solicita um resgate, o valor pode cair na sua conta no mesmo dia — desde que isso aconteça em um dia útil.

Em investimentos com essa característica, é comum encontrarmos a indicação D+0. Isso significa que o prazo de resgate ocorre “zero dia” após o dia da solicitação. Ou seja, o resgate ocorre no mesmo dia.

Isso é necessário em alguns objetivos. Por exemplo, quando você está lidando com uma reserva de emergência. Assim, é fácil concluir que sua reserva emergencial deve estar guardada em um investimento de boa liquidez.

Por outro lado, existem investimentos que têm baixa liquidez. No caso dos fundos, isso às vezes acontece por causa de um prazo de cotização maior. Em alguns, o prazo de resgate é D+30. Isso significa que você só terá o dinheiro de volta 30 dias após o dia da solicitação.

Inclusive, existem investimentos cuja liquidez é imprevisível. Por exemplo, se você tem dinheiro investido em um imóvel, qual é o prazo necessário para convertê-lo em dinheiro? Simplesmente não é possível saber quanto tempo levará para vendê-lo.

Isso explica o motivo de muitos investidores preferirem investir em fundos. Afinal, o prazo para converter o investimento é previsível e, geralmente, menor que o necessário para a venda de um imóvel.

Por que é importante conhecer esses prazos?

Agora você já entende o que é prazo de cotização e prazo de liquidação. E sabe também como eles se relacionam com a liquidez de um investimento. Mas por que é tão importante conhecer esses prazos?

Você provavelmente já ouviu falar que, antes de investir, é essencial definir objetivos. Ou seja, para investir, é preciso ter em mente o que deseja fazer com o dinheiro — e em quanto tempo precisará dele novamente.

Por exemplo, suponhamos que você queira investir a sua reserva de emergência. Talvez você encontre uma LCI (Letra de Crédito Imobiliário) que ofereça um bom rendimento, mas o prazo de carência é de 360 dias.

Ela pode não ser indicada para uma reserva de emergência. Afinal, você pode precisar do dinheiro a qualquer momento. Logo, não é possível garantir que passará um ano sem emergências. Por outro lado, a LCI do exemplo pode ser interessante para planos acima de um ano — como trocar de carro.

Em outros objetivos — como investir com foco na aposentadoria ou na compra de um imóvel no longo prazo, é possível aceitar investimentos de baixa liquidez. Em especial, se isso significa ter maiores chances de rentabilidade acima da média da renda fixa.

De qualquer forma, é essencial se informar antes de fazer um investimento. Ao considerar os prazos, você consegue se organizar melhor e saber o que esperar. Em casos de fundos de investimentos, atente-se ao prazo de cotização para o resgate e veja se ele é compatível com o seu objetivo.

Então, podemos concluir que…

O prazo de cotização impacta o prazo de resgate, e você não pode se esquecer disso. Mantendo a informação em mente, é possível evitar surpresas quando precisar ter seu dinheiro de volta. Lembre-se, ainda, de diversificar os prazos na sua carteira!

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