Qual o impacto do rebalanceamento de carteira nos investimentos?

6 minutos para ler

Se você quer guardar dinheiro para projetos futuros, como viajar, comprar um imóvel ou se aposentar, saiba que é importante aplicar em investimentos que sejam melhores que a poupança.

Pensando nisso, é recomendado diversificar, alocando seus recursos em diferentes aplicações, que podem incluir, por exemplo, CDBs, LCIs e LCAs, Tesouro Direto, fundos de investimentos e ações.

O que talvez você não saiba é que, de tempos em tempos, é preciso fazer o rebalanceamento de carteira. Afinal, essa medida é essencial para manter a rentabilidade e a segurança dos seus investimentos. Continue a leitura para entender o que é e como funciona essa estratégia!

O que é e como funciona o rebalanceamento de carteira?

O rebalanceamento de carteira é o filho mais velho da diversificação ou uma de suas facetas. Para entendê-lo melhor, é bom relembrar o que está envolvido em diversificar. Em primeiro lugar, o investidor deve descobrir qual é seu perfil, que pode ser conservador, moderado ou arrojado. A partir disso, são definidas as proporções dos tipos de investimento que farão parte da carteira.

Um investidor conservador, por exemplo, provavelmente alocará 100% de seus recursos em aplicações mais seguras, mesmo que ofereçam um rendimento menor. Por outro lado, o moderado ou o arrojado decidirá investir uma parte do dinheiro em aplicações mais arriscadas, a fim de obter um retorno melhor.

Assim, imagine que você se sinta confortável de ter R$ 50 mil aplicados em ações e R$ 50 mil em renda fixa, ou seja, uma proporção de 50% em uma e 50% em outra. Qual será o resultado se em determinado ano a bolsa valorizar em 30%?

Caso isso aconteça, você passará a ter R$ 65 mil na bolsa e R$ 52 mil em renda fixa, que terá rendido de acordo com a taxa Selic. Percebe que a proporção mudará e passará a ser cerca de 55% em renda variável e 45% em renda fixa? É claro que a valorização terá sido uma coisa ótima, mas isso fará sua alocação de recursos se afastar do que havia sido planejado.

E se no próximo ano a bolsa desvalorizar em 30%? Você sentirá muito mais a perda. Contudo, existe uma forma de proteger aquilo que já foi obtido e a solução é rebalancear a carteira de investimentos.

Para isso, basta retirar da renda variável e colocar na fixa um valor que faça a proporção continuar em 50% e 50%. No exemplo que demos, a quantia seria de R$ 6,5 mil, que deveria ser resgatada na bolsa e aplicada na renda fixa.

Por que essa estratégia é importante?

O objetivo do rebalanceamento é garantir que a diversificação inicial se mantenha ao longo do tempo. Na verdade, se você não fizer isso, com o tempo sua carteira deixará de ser diversificada e passará a ser concentrada, já que boa parte dos seus recursos estarão alocados em apenas um tipo de investimento.

Talvez você esteja pensando no seguinte: “Ora, se a bolsa teve uma boa valorização no último ano, não é melhor deixar do jeito que está, para que eu continue tendo um rendimento melhor?” É verdade que existe essa possibilidade e um investimento pode continuar indo bem no próximo ano. Assim, ao fazer o rebalanceamento, você deixa de ter ganhos.

assine a nossa newsletter

Entretanto, também pode acontecer o contrário se o movimento for negativo, e o resultado acaba sendo um prejuízo. Por isso, é importante lembrar que o objetivo da diversificação é justamente manter o equilíbrio entre rentabilidade e segurança.

Quais são os benefícios do rebalanceamento de carteira?

O rebalanceamento da carteira permite manter uma rentabilidade consistente no decorrer do tempo, nunca deixando de lado a preservação de capital. Mas analise a questão um pouco mais a fundo para ver outros benefícios disso.

Já ouviu falar sobre comprar na baixa e vender na alta? Isso se refere a adquirir ações por um preço mais em conta e passá-las para frente depois que se valorizarem. O bom de fazer isso é evitar o prejuízo de uma possível nova desvalorização, não é mesmo?

O rebalanceamento da carteira segue esse princípio. Se em determinado ano houver desvalorização na bolsa, você resgatará uma parte do que está aplicado em renda fixa e a alocará em ações — o que é conhecido como “comprar na baixa”.

Por outro lado, quando a bolsa tiver um bom desempenho, você venderá ações e aplicará o valor em renda fixa — o que é chamado de “vender na alta”. Desse modo, há uma potencialização dos ganhos médios e a carteira se mantém saudável e protegida contra os efeitos dos ciclos econômicos.

Embora o conceito seja simples, a verdade é que o viés cognitivo acaba prejudicando o investidor comum se ele não tiver disciplina para manter o balanceamento da carteira, o que pode levar a erros na estratégia de investimentos.

Quando o rebalanceamento deve ser feito?

Depende do risco que cada investidor assumiu. Por exemplo, se você tem investimentos de baixo risco em sua carteira, a volatilidade será baixa e dificilmente um fundo terá desempenho muito melhor que outro.

Por outro lado, se há mais risco na sua carteira, também haverá maior volatilidade, o que causará alterações nas proporções com maior rapidez. Assim, quanto maior o risco, mais importante é fazer o rebalanceamento. Existem duas linhas principais de temporalidade que ajudam a definir o momento de executar a estratégia:

  • tempo — define-se uma frequência, podendo ser bimestral, trimestral, semestral e assim por diante;
  • percentuais — o rebalanceamento será feito quando a proporção se afastar determinado percentual do que foi estabelecido.

O Brasil tem vivido uma época de transição em que o investidor está abandonando a poupança e partindo para aplicações mais rentáveis. Entretanto, é preciso se informar bastante para extrair todos os benefícios da diversificação.

Como visto neste post, o rebalanceamento de carteira é essencial para manter a boa rentabilidade dos seus investimentos, nunca se esquecendo da preservação de capital. Executar essa estratégia de tempos em tempos vai ter um papel fundamental para você alcançar seus objetivos financeiros de longo prazo.

Quer aprender mais sobre investimentos e diversificação? Assine a nossa newsletter!

Até a próxima!

assine nossa newsletter e fique sabendo de todas as novidades do mercado de fundos de investimento

Posts relacionados

Deixe um comentário