Renda variável: quais são os principais tipos de ativos dessa classe?

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Quem quer diversificar a carteira e aumentar o patrimônio precisa conhecer os principais tipos de ativos da renda variável do mercado. Afinal, uma das principais vantagens dessa categoria de investimentos é ter um potencial maior de retorno se comparado à renda fixa.

No entanto, a escolha envolve alguns riscos de mercado específicos. Por isso, é fundamental conhecer as características de cada um destes investimentos antes de avaliar se eles podem compor a sua carteira de investimentos.

Neste artigo, você conhecerá alguns dos principais ativos da renda variável disponíveis aos investidores no mercado brasileiro. Confira!

O que é a renda variável?

A renda variável é um conjunto de investimentos do mercado financeiro que não tem rendimentos previsíveis. Ou seja, quem investe na renda variável não tem certeza de quanto será o retorno no futuro, pois o valor varia de acordo com as condições do mercado.

Quem compra a ação de uma empresa, por exemplo, sabe que lucrará com a valorização do ativo ou com a divisão de lucros ao longo do tempo. Mas não é viável saber de quanto será o retorno. Também não é possível garantir que haverá ganhos, pois os papéis podem desvalorizar.

Além das ações, existem outros investimentos possíveis na renda variável. Todos com a característica comum de apresentarem exposição maior às oscilações do mercado. Logo, os riscos são significativos — e podem ser diferentes para cada investimento.

Quais são os tipos de ativos de renda variável?

Existem opções simples e mais sofisticadas de investimentos em renda variável. Cada um tem as suas características, vantagens e riscos.

Conheça os principais tipos de ativos de renda variável a seguir!

Ações

As ações representam a forma mais conhecida de investir em renda variável. Quem compra os papéis na bolsa se torna sócio de uma empresa e, assim, participa dos resultados dela.

Nesse caso, é possível lucrar de duas maneiras. A primeira é com a distribuição de proventos, que pode ser na forma de dividendos, por exemplo. Eles representam uma parte do lucro que as companhias distribuem aos acionistas.

A segunda forma de lucrar é com a valorização dos ativos na bolsa de valores. Os preços das ações podem aumentar de acordo com as oscilações do mercado. Assim, existe a possibilidade de vender os papéis por um valor mais alto do que comprou.

Vale destacar, contudo, que há também o risco do preço diminuir. Ou seja, o mercado pode ficar em baixa e as ações da sua carteira passarem a ter um valor menor do que quando foram adquiridas.

Fundos de investimento em ações

Os fundos de investimento em ações são oportunidades para quem quer investir na bolsa de valores de forma mais simples. Nesse caso, não é feita a compra de ações de forma direta.

Eles funcionam como um investimento coletivo, cujo portfólio é formado por ativos de renda variável. Na verdade, quem investe em fundos de ações adquire uma cota do fundo, e não o título. Além disso, não é o investidor quem decide quais papéis comprar ou vender, mas sim um gestor profissional.

Os resultados dependem dos ativos que compõem a carteira. O nível de risco desse tipo de investimento varia de acordo com a estratégia adotada e com os papéis incluídos no portfólio.

Fundos multimercados

Os fundos multimercados têm uma política de investimento que envolve diversos fatores de risco, sem a necessidade de concentração em nenhum deles. Fundos assim podem aplicar em diferentes mercados, como na renda fixa, ações e câmbio – a depender da estratégia do multimercado.

Também é comum que utilizem derivativos para alavancagem. O objetivo pode ser aumentar a rentabilidade (o que também eleva o risco) ou proteger a carteira. Em geral, fundos multimercados buscam oferecer um maior rendimento aos investidores do que as aplicações conservadoras.

Ao comprar cotas de fundos multimercados é possível ter acesso a uma carteira diversificada de ativos com apenas um investimento. O investidor também conta com uma gestão profissional.

Fundos imobiliários

Os fundos de investimento imobiliário reúnem pessoas interessadas em investir no mercado de imóveis. Os rendimentos das operações, como venda ou aluguel de imóveis, são divididos entre os cotistas, proporcionalmente ao que cada um aplicou.

Uma característica dos fundos imobiliários é fazer a distribuição frequente de rendimentos — em alguns casos, mensalmente. Contudo, eles não são investimentos de renda fixa. As cotas são negociadas na bolsa de valores e os preços podem variar de acordo com o mercado.

A rentabilidade também depende da economia no setor imobiliário. Logo, não é possível saber com certeza qual será o retorno. Também não há como garantir que os rendimentos serão constantes.

ETFs

O ETF (Exchange Traded Fund) também é conhecido como fundo de índice, pois replica a composição de índices financeiros. E este é mais um entre os principais tipos de ativos da renda variável.

As cotas são negociadas durante o pregão da bolsa e o objetivo é permitir que os investidores invistam em carteiras que acompanham referências do mercado.

Por exemplo, existem ETFs que replicam o Índice Ibovespa. Uma das principais vantagens desse tipo de fundo é a praticidade. Um ETF permite que o investidor se exponha a várias ações sem precisar comprar cada um dos papéis separadamente.

Derivativos

A última opção é voltada para especulação ou hedge. Por isso, muitos investidores de longo prazo não a conhecem. Os derivativos são instrumentos financeiros com prazo definido que têm valor de mercado derivado de algum ativo.

O ativo pode ser uma ação, uma commoditie, uma moeda, entre outros. Derivativos podem apresentar algumas possibilidades — como serem utilizados para proteção financeira, especulação e até mesmo uma espécie de seguro contra riscos do mercado.

Por terem funcionamento mais complexo, as operações com derivativos exigem maior manejo de risco. O ideal é que apenas investidores arrojados entrem no mercado de derivativos, pois seus contratos podem resultar em perigos significativos.

Devo investir em renda variável?

A renda variável oferece maiores riscos, mas pode trazer melhores rentabilidades para os investidores. Por isso, antes de escolher os ativos que fazem mais sentido para a sua carteira, é importante avaliar o seu perfil de investidor e os seus objetivos.

Devido ao nível de risco desses investimentos, eles são mais indicados para investidores com perfis moderados e arrojados. É importante destacar que a diversificação da carteira aumenta a segurança e pode ser uma estratégia interessante para impulsionar os ganhos.

Os tipos de ativos de renda variável são variados e proporcionam que o investidor diversifique e escolha os mais adequados aos seus objetivos. Com conhecimento e estratégia é possível ter bons resultados sem comprometer a segurança dos seus investimentos – especialmente no longo prazo.

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