Taxas de juros: quais os tipos e como elas influenciam os seus investimentos?

7 minutos para ler

As taxas de juros estão presentes em diversas operações do cotidiano. Por exemplo, ao realizar certas compras ou solicitar crédito. Para os investidores, esse conceito é ainda mais importante, já que tem relação com o potencial de ganhos e as decisões sobre onde alocar o dinheiro.

Para explorar todos esses aspectos, é crucial entender quais são as modalidades de juros e como cada uma interfere nas opções do mercado financeiro. Então, que tal saber mais sobre o assunto?

Continue conosco para conhecer os principais tipos de taxa de juros e entender seus impactos nos investimentos. Vamos lá?

Afinal, o que são as taxas de juros?

A taxa de juros corresponde, basicamente, a quanto custa o dinheiro. Na prática, representa o percentual que é pago pelo tomador de crédito para quem disponibiliza esses valores.

Inclusive, essa taxa pode servir como um estímulo (ou uma “remuneração”) para quem investe. Por meio dos ganhos com essa taxa, há um incentivo para que os recursos sejam disponibilizados pelo investidor a quem os solicitam. É o caso do Governo ou das instituições privadas, em títulos públicos ou privados, respectivamente.

Nesse sentido, também vale a pena considerar a taxa Selic. Essa é a taxa básica de juros brasileira e, de certa forma, norteia toda a economia. Ela serve como referência para muitos produtos e fundos na renda fixa, já que costuma haver indexação a essa taxa – especialmente nos investimentos pós-fixados.

No entanto, é preciso entender que nem toda taxa de juros é, necessariamente, a Selic. Afinal, esses elementos podem aparecer em outros contextos do nosso dia a dia.

Quais são os principais tipos de taxas de juros?

Como você descobriu, não existe apenas um tipo de juros. Existem diferentes situações nas quais os juros aparecem no cotidiano – e os impactos também são variados.

Conhecer os juros existentes pode ser de grande valia para qualquer pessoa. Por isso, confira a seguir quais são as principais taxas de juros da economia:

Simples

Os juros simples são aqueles incidentes apenas sobre um determinado valor inicial, que é fixo. Considere um montante de R$ 1 mil, com juros simples de 2% ao mês.

Na prática, significa que, mensalmente, há uma cobrança (ou uma remuneração) de R$ 20,00 mensais. Não há, portanto, incidência dos juros sobre o montante que vai sendo acumulado ao longo do tempo.

Compostos

Já os juros compostos dão origem ao que é conhecido como juros sobre juros. Eles incidem sobre o saldo imediatamente anterior, o que dá origem a valores progressivamente maiores.

Considere o exemplo anterior, em que R$ 1 mil têm juros compostos de 2% ao mês. No primeiro período, o valor acumulado será de R$ 1.020,00. No segundo, os 2% incidirão sobre o novo saldo, o que corresponde a R$ 20,40 — um valor R$ 0,40 superior ao que o modelo simples oferece.

Mora

Os juros de mora são cobrados quando ocorre algum tipo de atraso ou inadimplência no pagamento de contas.

O objetivo é evitar prejuízos maiores ao credor, que não teve o dinheiro disponível no momento previsto. Em geral, ele é cobrado mensalmente e costuma ter um teto de cobrança.

Nominais

Os juros nominais são aqueles apresentados de forma bruta, sem desconsiderar outros impactos. No caso de um investimento, por exemplo, essas taxas de juros representam o quanto a instituição vai remunerar o aporte.

Eles não consideram outros descontos e, portanto, são um valor relativo. E que, por isso, nem sempre representam a realidade.

Reais

Já os juros reais são dados pela diferença entre juros nominais e a inflação (e outros custos). Se um investimento promete render 6% ao ano, mas a taxa de inflação foi de 2%, o juro real é de 4%.

Além disso, é necessário descontar outros valores, como eventuais taxas de administração, corretagem ou cobranças de impostos – a exemplo do IOF e IR.

Rotativos

Os juros rotativos são aplicados quando um consumidor usa um crédito oferecido pela instituição, como no caso do cartão de crédito. Ao não pagar a fatura completa, o restante do valor se torna uma espécie de “dívida”.

E o valor devido é remunerado para a administradora via juros rotativos. Essa modalidade também se aplica a outras situações nas quais o pagamento realizado é menor que a cobrança total.

Sobre capital próprio

Entre as taxas de juros, o modelo de juros sobre capital próprio (JCP) merece atenção extra. Afinal, ele é um tipo de provento, distribuído entre os acionistas de uma empresa que tem ações negociadas na bolsa. Ele traz, portanto, rendimentos ao investidor.

Os juros sobre capital próprio são contabilizados antes do lucro líquido. Assim, são considerados uma despesa da companhia – que paga menos impostos, a partir da redução da base de cálculo de tributação. As empresas são isentas de tributação para o JCP, mas há desconto de Imposto de Renda na fonte para o investidor.

Como as taxas de juros influenciam os investimentos?

Conhecer as taxas de juros é indispensável para quem já investe ou pretende começar a investir. Afinal, elas têm forte relação com o mercado financeiro. E fornecem também informações relevantes para a tomada de decisão de investimento.

Veja a seguir quais são os principais impactos das taxas de juros nos investimentos:

Escolha dos investimentos

A atuação dos juros pode afetar quais serão os investimentos selecionados pelo investidor. Os impactos podem ser maiores ou menores, de acordo com o perfil de investidor e seus objetivos.

No caso dos investidores conservadores ou moderados, por exemplo, a taxa de juros Selic costuma ser bastante considerada. Afinal, ela tem impacto direto nas alternativas de renda fixa, que costumam fazer parte do portfólio de muitos.

Já os juros sobre capital próprio têm impacto em quem investe em ações e pretende conquistar renda passiva via proventos. Assim, investidores com esse objetivo costumam considerar fortemente esse tipo de juros na hora de investir.

Impactos na rentabilidade

Conhecer os juros também auxilia o investidor na compreensão acerca da rentabilidade – ou possível rentabilidade – de determinado investimento.

Por exemplo, a taxa de juros real permite identificar o quanto o dinheiro rendeu – ou está rendendo – e a avaliar se a alternativa cumpriu com seus objetivos. O mesmo ocorre com os juros nominal – que traz o valor bruto da rentabilidade.

Diversificação da carteira

Perceba, por fim, que as taxas de juros também podem ser relevantes para diversificar a carteira e reduzir os riscos do portfólio. Afinal, um investidor arrojado também pode investir em títulos atrelados à Selic, por exemplo – mitigando parte dos riscos da renda variável.

Da mesma forma, um investidor moderado que recorre ao JCP para potencializar os resultados dos seus investimentos também pode se beneficiar desse equilíbrio a partir da diversificação. Em ambos os casos, é fundamental entender as taxas de juros e como elas se relacionam com suas decisões financeiras.

Concluindo

Como você acompanhou neste post, as taxas de juros estão muito presentes no cotidiano e devem ser conhecidas por todos. E, especialmente, por aqueles que investem ou desejam investir no mercado financeiro.

Afinal, conhecendo os tipos de taxas de juros no mercado, fica muito mais fácil avaliar as possibilidades tomar as decisões mais adequadas para você.

Quer acompanhar as novidades do mercado financeiro e se manter sempre atualizado? Então assine a nossa newsletter!

Até a próxima!

assine nossa newsletter e fique sabendo de todas as novidades do mercado de fundos de investimento

Posts relacionados

Deixe um comentário

taxas de juros